9 de fev de 2018

Desafio do desodorante: viral da internet coloca vida de jovens em risco

Desafio do desodorante: viral da internet coloca vida de jovens em risco (Foto: Reprodução)
Um perigoso viral da internet está repercutindo nas redes sociais e colocando em risco a saúde e a vida de jovens em todo o país. Mesmo não sendo exatamente novo, o "Desafio do desodorante" ou "Desafio do aerosol", como ficou conhecido, voltou a ser compartilhado no começo deste ano, causou ao menos uma morte em 2018 e já teve um caso registrado em Belém.

O desafio consiste em ver o quanto de tempo a pessoa aguenta inalando o spray do desodorante aerosol disparado diretamente na boca. Em uma variante da "brincadeira", os participantes disaparam o produto diretamente contra a pele, para quem quem suporta mais tempo. Os primeiros relatos do desafio surgiram na Europa, por volta de 2014, e perdendo força com o tempo. Entretanto, novos casos passaram a surgir no começo deste ano, provocando um novo alerta sobre os riscos do jogo.

E pode até não parecer, mas os riscos são grandes. Segundo a Fundação Britânica da Pele, o produto sai do recepiente em baixa temperatura, congelando a área em que é atingida, causando ferimentos, que podem causar desde uma simples lesão e vermelhidão até uma queimadura criogênica, levando a danos permanentes e desfiguração. Para quem inala, os riscos também são grandes. A intoxicação causada pelo processo é grande, pondendo inclusive causar asfixia, problemas renais, parada cardíaca e morte.


Foi o que aconteceu com Adriely Gonçalves, de 7 anos, que morreu no último sábado (3), em São Bernardo do Campo, após inalar um desodorante. A menina havia sido desafiada pelas redes sociais e entrou na brincadeira, sofrendo uma parada cardíaca. Ela ainda chegou a ser levada para uma unidade de saúde, mas não resistiu. 

Uma família moradora do distrito de Icoaraci, em Belém, revelou que também já sofreu com desafio. O filho da família, de 16 anos, realizou o desafio pelo menos duas vezes. Na primeira, foi repreendido pela família, prometendo se afastar do jogo. Meses depois, já em janeiro deste ano, o adolescente voltou a realizar o desafio, ficando desacordado após inalar o produto. Ele foi socorrido e iniciou tratamento médico e psicológico.

Em 2017, outro desafio tomou conta das redes sociais, o "Baleia Azul", que consistia em uma série de tarefas que culminava com o suicídio do participante. O caso tomou proporções mundiais e chegou a ser registrado no Pará.

(DOL)

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