5 de mar de 2018

Caso de bullying revolta a cidade de Capoeiras, no Agreste de Pernambuco


Um estudante negro e com problemas mentais foi alvo de constrangimento na escola e não quer mais ir às aulas
O caso ocorreu na escola Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e foi repudiado pela população, que realizou protestos. Foto: Reprodução/InternetMoradores de Capoeiras, no Agreste, a 206 quilômetros do Recife, cobram das autoridades uma resposta a um caso de bullying na cidade, mote para um protesto realizado na semana passada. Um grupo de estudantes da Escola de Referência em Ensino Médio (Erem) Nossa Senhora do Perpétuo Socorro constrangeu um colega que e recebeu repúdio local depois de o ataque, registrado em vídeos, ser disseminado na internet e motivar outros alunos a realizar o protesto que ganhou ruas do município. Até o domingo (4), entretanto, não eram conhecidas ações efetivas para responsabilizar os autores do constrangimento e circulavam informações de que a vítima, um garoto negro e com problemas mentais, não quer mais ir às aulas.

Nas imagens divulgadas na internet, o adolescente vítima de bullying aparece em meio a colegas e depois se encosta numa parede sob uma intensa gritaria. O incidente teria ocorrido na quinta-feira e, no início da tarde da sexta-feira, houve o protesto. No sábado, foram divulgadas informações atribuídas a um irmão do estudante que sofreu bullying, de que ele estaria “desmotivado e triste”.
 
A escola e o Conselho Tutelar distribuíram notas sobre o caso. A Erem Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em Capoeiras confirmou que um dos adolescentes que estudam na instituição "foi vitima de atitude constrangedora praticada por colegas e cujo vídeo está circulando nas redes sociais". Ainda segundo a nota, o caso ocorreu no momento do almoço, quando os professores não estavam em sala de aula e os demais funcionários organizavam a entrada de alunos no refeitório. 

"Reafirmamos o compromisso da instituição com a formação integral do estudante e que nenhum funcionário da escola nunca foi e nem está sendo omisso tampouco conivente com qualquer atitude discriminatória contra alunos”, ressalta a nota, acrescentando que o colégio “está tomando todas medidas necessárias junto à família do aluno, aos órgãos competentes de proteção ao menor, gerência, Secretaria (Estadual) de Educação e alunos envolvidos”.

Também em nota, o Conselho Tutelar de Capoeiras informou que “foram tomadas as medidas cabíveis, e os encaminhamentos necessários”, reforçando que “bullying é crime e está sujeito a punição prescrita em lei”. Até o fechamento desta edição a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) não tinha registro de ocorrência relacionada ao caso de bullying em Capoeiras.

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