8 de abr de 2018

Em 2018 o Pará já registrou mais de mil mortes

em levantamento feito pelo DIÁRIO junto a órgãos oficiais confirma que o Pará continua entre os estados detentores dos maiores índices de crimes no Brasil, com números disponibilizados no Atlas da Violência. Todos os dias, em média, 12 pessoas são assassinadas no território estadual. Ao longo da história, diferentes crimes de homicídio conseguiram se destacar dentro das estatísticas por conta da violência que atormenta famílias inteiras sem que haja uma resposta para os crimes em série.
Somente nos três primeiros meses deste ano, a violência deixou um saldo de 1.036 pessoas que perderam a vida no Pará, número maior que o registrado em igual período no ano passado. Foram mais de mil famílias que ainda hoje sofrem com a dor da perda que deixa um legado de impotência e tristeza. Entre os assassinatos cometidos em todo o Estado ao longo desses anos, há alguns que ficaram marcados de forma extremamente violentos e chocantes, como são casos de latrocínios e a guerra contra agentes de segurança pública. Em 2018, 17 agentes já foram mortos.
O ano de 2018 começou como terminou 2017: banhado de sangue. No dia 31 de janeiro, os números já apontavam 426 homicídios; fevereiro contabilizou outros 325 assassinatos e março fechou com 285 mortes violentas. São números de guerra que mostram a incompetência do Governo do Estado com a Segurança Pública. A mancha criminal não escolhe dia, hora e nem local para atacar. Entre cidadãos de bem, a margem da lei faz do Pará um lugar de destaque entre os mais violentos do mundo.
Entre as regiões que contribuíram para os números está o Sul, com o município de Redenção na ponta: 16 mortes. Ourilândia tem sete; Floresta do Araguaia e Xinguara quatro; São Félix do Xingu e Tucumã três; Conceição do Araguaia, Pau D`Arco e Rio Maria um assassinato, o que dá uma média de um assassinato a cada dois dias somente nessa área.
MULHERES
São quase cinco homicídios a cada 100 mil mulheres, segundo o Mapa da Violência de 2015, uma média de 13 assassinatos por dia. Já o Instituto de Pesquisas Econômica Aplicada atestou um feminicídio a cada 90 minutos no país. 
As pesquisas também têm mostrado que os crimes contra a vida de mulheres deixaram de ser entre famílias e passaram ao cotidiano, que tem como fundamento o tráfico de drogas e a vingança por algum motivo extrafamiliar. 
Em 24 horas na Grande Belém, quatro mulheres foram assassinadas em circunstâncias que nem a Polícia sabe ou tem pistas. Os crimes são todos misteriosos como, da pensionista Francinalda Sousa de Lima, 51, encontrada degolada dentro de um cemitério na vila do Taiassui, em Benevides. A mais recente vítima dessa violência foi Rosiane Gonçalves Valério, 22, executada dentro de uma casa na passagem Popular, no bairro do Guamá, em Belém, crime que teve como assassinos dois homens de capacetes que estavam em uma motocicleta.



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