29 de mai de 2018

Roberto Costa destaca pontos da CPI de Combate à Violência Contra a Mulher

O deputado estadual Roberto Costa (MDB) participou na última sexta-feira (25), do evento “Sala de Provocações”, com  o tema “Feminicídio- pelo fim da violência contra a mulher”, realizado pela Fundação Ulysses Guimarães. O parlamentar e relator da CPI de Combate à Violência Contra a Mulher, destacou pontos do relatório da CPI e debateu amplamente sobre o assunto.
“Como deputado estadual e relator da CPI de Combate à Violência Contra a Mulher, realizada pela Assembleia Legislativa em 2013, objetivei, de forma prática, combater e diminuir dados alarmantes de violência contra as mulheres”.
Roberto Costa destacou ainda que as mulheres vítimas da violência doméstica devem contar com total apoio do poder público. Disse ele, que geralmente o feminicídio é precedido de uma série de atos violentos, que não são contidos em razão dos mais variados fatores, principalmente em função da mulher ser subjugada pelo companheiro.
Roberto Costa afirma que é necessário que as mulheres denunciem e que o Estado ofereça todas as condições necessárias para as vítimas.
“Desta forma, só conseguiremos combater esse tipo de violência a partir da conscientização, respeito e cumprimento efetivo das punições legais. Para isso, resta imperioso que todas as vítimas rompam o silêncio, enfrentem o medo e denunciem. Todavia, para isso, precisamos de um Estado garantidor de condições necessárias para que a mulher tenha contato com o Poder Público, sobretudo às delegacias especializadas, pois são estas instituições as primeiras a serem procuradas pelas vítimas”.
De acordo com Roberto Costa, “a Fundação Ulysses Guimarães traz à tona um assunto que é pauta nacional, por conta do elevado índice de violência contra a mulher. Estamos, na realidade, em busca da adoção de políticas públicas que venham estabelecer a redução desses números assustadores”, disse o parlamentar.
A delegada Kazumi Tanaka, coordenadora de todas as Delegacias de Mulher do Maranhão, apresentou gráficos e exibiu vídeos sobre a violência contra a mulher, fazendo uma abordagem sobre a contextualização do que ela considera quase uma epidemia, no que concerne à violência contra a mulher no Brasil.
A delegada ressaltou que o termo feminicídio foi utilizado pela primeira vez em 1976, em relação ao brutal assassinato de uma mulher.
“Quando se mata uma mulher no Brasil, ainda se leva para a questão do crime passional, para lavar a honra, como ocorria no passado. Eles romantizam essa violência exacerbada”, afirmou.
O presidente da Fundação Ulysses Guimarães, professor Wellington Gouveia, disse que a sociedade, de um modo geral, precisa lutar contra esse flagelo, e disse que o Ministério Público de São Paulo mostrou estudo recente, mostrando que 8 mulheres são assassinadas diariamente pelos companheiros no Brasil.
Participaram ainda do evento: a assistente social Sílvia Leite, presidente do Conselho Estadual da Mulher; Nildinha Teles, vereadora de Chapadinha e assistente social; Mary Silva Maia, coordenadora do Programa Pacto pela Paz e que representou o secretário de Estado de Direitos Humanos, Francisco Gonçalves; Walber Neto, do Conselho Nacional da Juventude e Paulo Passos, superintendente da Juventude de Rosário.

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