18 de jul de 2018

Pará é um dos estados com maior mortalidade infantil

Brasil volta a ter alta nas taxas de mortalidade infantil após décadas de queda. O País não registrava crescimento desde a década de 1990, segundo dados compilados pelo jornal Folha de São Paulo, extraídos de relatórios do Ministério da Saúde.
E o Pará está entre os seis estados que apresentaram juntos a maior média de mortalidade de bebês: foram 19,6 mortes a cada mil nascidos em 2016; um aumento de 14,6% em relação a 2015, o que equivale a quase três vezes o aumento da taxa nacional que foi de 4,8%. De acordo com o Ministério da Saúde, a tendência é de que a taxa referente a 2017 também supere o registrado em 2015. Entre as principais causas do crescimento da mortalidade infantil apontadas pela pasta estão a epidemia do vírus da zika e a crise econômica. Os dados mostram que 20 estados brasileiros apontaram alta na mortalidade infantil no ano de 2016.

Junto com o Pará estão, Amapá, Amazonas, Bahia, Piauí e Roraima com a maior alta. Apenas Rondônia, Acre, Rio Grande do Norte, Alagoas, Paraná, Santa Catarina e Distrito Federal apresentaram redução de taxas em 2016. São Paulo ficou com a quinta menor taxa de mortalidade infantil do país, com 11,09. Porém, figura entre os que interromperam a tendência de queda, com alta de 2,7% contra a redução média anual de 4,1% entre 1991 e 2015.
Desde 1990, o país apresentava queda na média anual de 4,9% na mortalidade. Nos anos 80, segundo o Instituto brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil chegou a registrar 82,8 mortes por mil nascimentos. Em 94, a taxa chegou a 37,2; e a 21,5 em 2004.

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