3 de out de 2018

Outubro vermelho: violência assombra mulheres paraenses

Outubro vermelho: violência assombra mulheres paraenses (Foto: Polícia Civil/Divulgação)bairro da Pedreira foi palco do terceiro assassinato contra uma mulher na Grande Belém em apenas três dias. Maiara Benjamin Pereira, 21, passeava pelas ruas da área onde morava na companhia de sua irmã mais nova e de duas outras amigas, na noite da última segunda-feira (1º), quando o grupo foi abordado por dois homens em uma motocicleta preta. O passageiro desceu da garupa e disparou entre quatro e cinco vezes contra Maiara, que morreu na hora. O crime aconteceu por volta das 22h, na esquina da rua Nova com a travessa Lomas Valentinas.

Segundo a Divisão de Homicídios da Polícia Civil, o suspeito de cometer o crime é um ex-presidiário, conhecido como Tio Crânio, que chegou a dividir cela com o irmão da vítima, Wellington Benjamin Pereira, que foi encontrado morto na Central de Triagem da Cremação, há três meses. Segundo depoimento da mãe de Maiara, a família da vítima desconfiava de que ele teria sido o responsável pela morte de Wellington e o fato de a irmã investigar por conta própria o assassinato pode ter motivado sua execução. Até o momento, no entanto, a Polícia segue sem informações mais concretas sobre o crime.
ALVO
No mesmo dia, mais cedo, por volta das 5h, o corpo de outra mulher, Andreia Cristina Ferreira de Sousa, 35, havia sido encontrado com perfurações de faca no pescoço embaixo da ponte do Una, na avenida Arthur Bernardes, no bairro do Telégrafo. Dois dias antes, no sábado (29), outra mulher, Simone do Socorro da Silva Castro, 44, havia sido encontrada morta com marcas de estrangulamento no bairro da Baía do Sol, no distrito de Mosqueiro.
Fora de Belém, uma mulher também foi assassinada no banheiro de uma festa na noite de domingo (30), no município de Uruará, sudoeste do Estado. Na ocasião, Khilvia Lameira Sodré, 30, resistiu a uma tentativa de estupro e, em seguida, acabou esfaqueada. Ela estava com uma amiga que também chegou a ser atacada, mas conseguiu escapar. Apesar de ter sido socorrida e levada ao Hospital Municipal de Uruará e então transferida por helicóptero para Hospital Regional Público da Transamazônica em Altamira, ela não resistiu.
Setembro foi um mês bastante violento para as mulheres no Pará. Entre os dias 18 e 19, por exemplo, três foram brutalmente assassinadas em menos de 24h na Grande Belém. Apesar de nem todos esses crimes terem sido classificados como feminicídio até o momento, os dados alarmam quando contrastados com o fato de que 25 mulheres foram assassinadas por sua condição de sexo feminino no Pará apenas nos seis primeiros meses de 2018, segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup). Um aumento de 50% em relação ao mesmo período de 2017.
(Arthur Medeiros/Diário do Pará)

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