O ex-tucano venceu a disputa pelo controle da diração municipal do PSB e derrotou o grupo do ex-govenador José Reinaldo Tavares e do presidente estadual do partido, José Antônio Almeida.
Com vitória de Rocha, o PSB deverá iniciar conversas preferencialmente com o PC do B, PPS, PTC e PDT, visando as eleições de 2012. O ex-tucano afirma que o partido defende candidatura própria, mas nos bastidores todos sabem que os socialistas sonham mesmo é com uma composição com o PC do B, tendo o ex-deputado Flávio Dino como candidato a prefeito de São Luis.
DERROTA DE CASTELO
Não foram somente o ex-govenador José Reinaldo Tavares e o presidente estadual do PSB, José Antônio Almeida, os grandes derrotados com a ascenção de Roberto Rocha à presidência municipal do PSB.
Por tabela, Rocha acabou também por derrotar o prefeito João Castelo, que desejava Maurício Almeida, filho de José Antônio, no comando do PSB da capital. Com Rocha a frente do partido, o prefeito pode ter perdido de vez a esperança de ter os socialistas no seu palanque em 2012.
Na verdade, o que se comenta nos bastidores é que essa briga interna noPSB é para vê quem se viabiliza enquanto vice de Flávio Dino. Nesse sentido, os Tavares e os Almeidas estariam apenas enganando João Castelo, ganhando tempo para, no futuro próximo, dá o bote no prefeito tucano e levar o PSB para o colo de Flávio Dino, a mesma tática eleitoral defendida por Roberto Rocha, que não utiliza de subterfúgios ou tentativas de enganar alguém.
Veja, abaixo, análise sobre a disputa no PSB feita pela coluna Estado Maior, do jornal O Estado do MA:
Rocha derrotou Tavares
O ex-governador José Reinaldo Tavares, o deputado estadual Marcelo Tavares e o ex-deputado federal José Antônio Almeida – os dois primeiros em maior escala – sofreram ontem dura derrota na guerra intestina que travaram para não ceder ao ex-deputado Roberto Rocha o controle do PSB em São Luís. Sem ter como evitar a ascensão de Rocha ao comando da sigla na Capital, os Tavares capitularam e tiveram de engolir a decisão da cúpula nacional do partido.
A crônica que levou a esse desfecho já é conhecida, mas vale resgatá-la em rápidas pinceladas. Sem espaço no PSDB de São Luís, mesmo sendo presidente da legenda no estado, Roberto Rocha foi sufocado pelo prefeito, principalmente depois que externou o sonho de chegar ao palácio La Ravardière. Castelo não perdoou e apertou o torniquete, colocando Rocha numa situação de total isolamento.
A pressão foi tão grande que Rocha percebeu que não teria futuro no PSDB e deixou o ninho. Filiou-se ao PSB. Mas não foi recebido como esperava no novo partido.
Ungido pela direção nacional para ser o candidato a prefeito de São Luís, Rocha enfrentou, de cara, a má vontade do ex-governador José Reinaldo Tavares, que o acusou publicamente de prejudicá-lo na disputa para o Senado. E do presidente estadual do partido, José Antonio Almeida, que controlava o partido em São Luís por intermédio do advogado Maurício Almeida. Tavares e Almeida alimentavam o projeto de manter o PSB na aliança com o PSDB pela reeleição de João Castelo. Tanto que participam da administração municipal com uma penca de cargos, a começar pelo de secretário municipal de Educação.
Foi uma disputa dura, mas Roberto Rocha levou a melhor: vai comandar o partido em São Luís, mesmo contra a vontade dos caciques, e caminha para ser candidato a prefeito.
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