A Justiça decretou a prisão de dois jovens que estupraram duas adolescentes em São Luís. O abuso sexual, que também foi praticado por um menor, foi filmado e divulgado na internet. O caso estava sendo investigado pela Delegacia da Cidade Operária e foi encaminhado nesta quinta-feira para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). A polícia tenta localizar os três envolvidos que aparecem nas imagens. Eles já são considerados foragidos.
As duas jovens estudavam no Colégio Paulo VI, na Cidade Operária. Uma delas foi abordada na porta da escola e depois dopada. As duas, inconscientes, foram estupradas seguidamente pelos três rapazes. “As menores aparecem completamente desacordadas, estupradas por três indivíduos. Dois deles, identificados apenas como Tairone e Fernando, já tiveram suas prisões decretadas pela 11ª Vara Criminal da capital, mas não se encontram mais em seus respectivos endereços, no bairro Ipem São Cristóvão”, disse a delegada Igliana de Freitas, da DPCA.
Foto meramente ilustrativa
Ouvida em depoimento, a adolescente de 15 anos afirmou ter sido deixada de carro pelo pai, por volta das 13h, a poucos metros do colégio onde estuda com a outra vítima, e que ao virar a esquina foi abordada por um rapaz que estava em um veículo Corsa Classic vinho. Dentro do automóvel, a vítima disse ter visto outra pessoa vestida com a farda da escola, momento em que o jovem suspeito lhe perguntou as horas. Quando olhou para o relógio, a menor disse ter “apagado” e só acordou por volta das 18h, deitada em um banco da praça Viva da Cidade Operária, ao sentir a vibração do toque de seu celular em uma ligação.
O caso permanece sob sigilo, mas o empresário da construção civil Paulo Mendonça, de 35 anos, tio da aluna da 6ª série do Paulo VI, contou o que a vítima fala sobre o assunto. “Minha sobrinha já afirmou diversas vezes não conhecer nenhum dos três jovens”, disse.
Os amigos de escola das adolescentes estão indignados. O caso fez surgir em um site de relacionamentos uma campanha contra o estupro. As imagens das jovens sendo estupradas foram tiradas da internet, mas ainda circulam em celulares.
A polícia pede que, se alguém tiver informações sobre a localização dos acusados, entre em contato com o Disque-Denúncia pelos telefones (98) 3223-5800 (capital) e 0300 313 5800.
Gravações
Segundo o vídeo do estupro, o jovem que está filmando diz: “Ela vomitou foi feio. Eita desgraça!”. A jovem aparece deitada de lado, com um deles tentando tirar-lhe a calcinha, numa área parecida como um terraço da residência, por ter um portão grande ao fundo.
Vendo que o amigo tentava tirar a calcinha da jovem, um deles diz: “Tira tudo não! Vai dar o maior trabalho pra colocar depois. Tu é louco?”
Os jovens seguem fazendo uma espécie de revezamento. Mais à frente, um deles volta a dizer: “Ela tá vomitando pra desgraça!”
Incomodado com a posição, um dos acusados ordena: “Empina um pouco mais!”. É prontamente atendido, como se a jovem entendesse o que estava acontecendo, mas sem condições de reagir.
Aos 6’56’’ do vídeo, a jovem reage e diz, cruzando as pernas e colocando a mão direita nas nádegas, com um deles tentando continuar o ato sexual: “Ai, ai! Para, para, para!”.
Um dos jovens pergunta: “Quê que foi? Agora que tá ficando bom!”
A jovem, ainda deitada, tentando se levantar, responde: “Para. Não quero!”
Inconformado, um dos acusados volta a dizer: “Tá acabando!”
A jovem responde, elevando o tom da voz: “Não quero, pôxa!”. Foram as últimas palavras da jovem no vídeo. Em seguida, ela aparece sentada, com um dos acusados de pé, tentando forçá-la a fazer possivelmente sexo oral.
No final, a vítima e um dos jovens aparecem, ainda sentados no chão, encostados em dois sofás.

(Com informações de O Estado Maranhão, imirante e blog do Gilberto Lima).