A Coreia do Norte concluiu nesta quarta-feira o funeral do ditador kim Jong-il. A cerimônia foi transmitida durante três horas televisão estatal. “A cerimônia acabou”, declarou uma autoridade diante do mausoléu Kumsusan de Pyongyang, para onde o cortejo fúnebre retornou depois de uma volta pela cidade, coberta pela neve e diante de centenas de milhares de pessoas.
Kim Jong-il morreu no dia 17 de dezembro, aos 69 anos, vítima de um ataque cardíaco, segundo o governo, após 17 anos à frente do isolado país comunista. Centenas de militares e cidadãos norte-coreanos compareceram ao funeral. No desfile realizado diante do corpo do ex-ditador, era possível ver grupos de mulheres em trajes militar chorando copiosamente
Em nota publicada na terça-feira (20), o PCdoB, partido do presidente da Embratur, Flávio Dino, afirmou ter recebido com “profundo pesar” a notícia da morte do líder e disse se “solidarizar” com a população do país por conta do ocorrido. De acordo com a legenda, o ditador era um “revolucionário” que construiu uma economia “próspera” na Coreia do Norte, além de ter pregado “a paz, amizade e solidariedade entre os povos”.
Kim Jong-il estava à frente da dinastia comunista hereditária norte-coreana há 17 anos, nos quais governou com mão de ferro um regime baseado no culto à personalidade. No último ano, seu filho mais novo, Kim Jong-un, se consolidou como o mais provável herdeiro. Presume-se que ele tenha 29 anos. Ele já havia sido nomeado general de quatro estrelas e vice-presidente da Comissão Militar Central do Partido dos Trabalhadores em 2010.
O regime lieerado por ele foi muito criticado por abusos dos direitos humanos e permaneceu isolado devido ao seu programa de armas nucleares. Durante o governo de Kim Jong-il os recursos do país foram voltados para os militares e, em 2006, a Coreia do Norte realizou seu primeiro teste nuclear. Três anos depois, o país realizou o segundo teste. Negociações envolvendo vários países para desarmar a Coreia do Norte estão paradas há meses
No entanto, segundo a nota do PCdoB, publicada no site do partido e assinada pelo presidente nacional, Renato Rabelo, e por Ricardo Abreu Alemão, secretário de Relações Internacionais da legenda, “o camarada Kim Jong Il manteve bem altas as bandeiras da independência da República Popular Democrática da Coreia, da luta anti-imperialista, da construção de um Estado e de uma economia prósperos e socialistas, e baseados nos interesses e necessidades das massas populares”.
O PCdoB afirmou ainda que Kim Jong-il defendeu “com dignidade as conquistas do socialismo em sua pátria” e “promoveu as causas da reunificação coreana, da paz e da amizade e da solidariedade entre os povos”.
Leia a íntegra da nota
“Estimado camarada Kim Jong Um
Estimados camaradas do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coréia
Estimados camaradas do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coréia
Recebemos com profundo pesar a notícia do falecimento do camarada Kim Jong Il, secretário-geral do Partido do Trabalho da Coreia, presidente do Comitê de Defesa Nacional da República Popular Democrática da Coreia e comandante supremo do Exército Popular da Coreia.
Durante toda a sua vida de destacado revolucionário, o camarada Kim Jong Il manteve bem altas as bandeiras da independência da República Popular Democrática da Coreia, da luta anti-imperialista, da construção de um Estado e de uma economia prósperos e socialistas, e baseados nos interesses e necessidades das massas populares.
O camarada Kim Jong Il deu continuidade ao desenvolvimento da revolução coreana, inicialmente liderada pelo camarada Kim Il Sung, defendendo com dignidade as conquistas do socialismo em sua pátria. Patriota e internacionalista promoveu as causas da reunificação coreana, da paz e da amizade e da solidariedade entre os povos.
Em nome dos militantes e do Comitê Central do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) expressamos nossas sentidas condolências e nossa homenagem à memória do camarada Kim Jong Il.
Temos a confiança de que o povo coreano e o Partido do Trabalho da Coreia irão superar este momento de dor e seguirão unidos para continuar a defender a independência da nação coreana frente às ameaças e ataques covardes do imperialismo, e ao mesmo tempo seguir impulsionando as inovações necessárias para avançar na construção socialista e na melhoria da vida do povo coreano.
Renato Rabelo, presidente nacional do PCdoB, e Ricaro Abreu Alemão secretário de Relações Internacionais do PCdoB.”
(Com informações do G1).
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