De O Globo:
Belém (PA) – Os eleitores paraenses decidiram, em plebiscito realizado neste domingo, manter o estado do Pará com o território original, segundo informou às 20h08 o presidente do Tribunal Regional Eleitoral, Ricardo Nunes.
- Neste momento, o total dos votos apurados e, diante do cenário atual, matematicamente, os eleitores do estado do Pará decidiram pela não divisão – afirmou o presidente do TRE paraense.
- Neste momento, o total dos votos apurados e, diante do cenário atual, matematicamente, os eleitores do estado do Pará decidiram pela não divisão – afirmou o presidente do TRE paraense.
O resultado parcial indicava que 67,3% escolheram “não” para a criação do estado de Tapajós e 67,9% rejeitaram a criação do estado de Carajás. Haviam sido apuradas 11.379 (78%) das 14.249 urnas do estado. Quando forem somados, os votos nas urnas restantes não poderão alterar o resultado consolidado. Com a decisão das urnas, o trâmite para a divisão do estado se encerrou junto com o plebiscito. Dessa forma, a Assembleia Legislativa paraense e o Congresso Nacional não precisarão analisar a divisão do território e criação dos novos estados.
Segundo o TRE, o índice de abstenção foi de 25%. O Ministério Público Eleitoral (MPE) do Pará contabilizou cerca de 20 denúncias de irregularidades durante todo o plebiscito. De acordo com o procurador regional eleitoral do Pará, Daniel Cesar Azeredo Avelino, ninguém foi preso.
O plebiscito deste domingo, que decidiria se o Pará deve ser dividido em três para a criação de mais dois estados – Tapajós e Carajás – custou até agora R$ 19 milhões aos cofres públicos, quantia inferior aos R$ 25 milhões inicialmente previstos. A informação foi dada pela manhã pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, que foi ao estado acompanhar a apuração das urnas. Algumas das 14.281 urnas do estado haviam apresentado problemas e apenas em Belém foi apreendido material irregular. As urnas foram fechadas às 17h, horário local.
Os eleitores responderam a duas perguntas: a primeira, se eles são a favor ou contrários à criação do estado do Tapajós. Em seguida, votam a favor ou não da criação do estado de Carajás. Ou seja, em tese, era possível votar pela criação de apenas um dos estados, dividindo o Pará em dois. – Este plebiscito mostra que o povo, não só do Pará, mas de todo o pais, está extremamente consciente e cobra resultado das autoridades – disse Lewandowski, que visitou o colégio Paes de Carvalho, ao lado da sede do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Pará, onde funcionaram 14 seções.
Divisão
Segundo o TRE, o índice de abstenção foi de 25%. O Ministério Público Eleitoral (MPE) do Pará contabilizou cerca de 20 denúncias de irregularidades durante todo o plebiscito. De acordo com o procurador regional eleitoral do Pará, Daniel Cesar Azeredo Avelino, ninguém foi preso.
O plebiscito deste domingo, que decidiria se o Pará deve ser dividido em três para a criação de mais dois estados – Tapajós e Carajás – custou até agora R$ 19 milhões aos cofres públicos, quantia inferior aos R$ 25 milhões inicialmente previstos. A informação foi dada pela manhã pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, que foi ao estado acompanhar a apuração das urnas. Algumas das 14.281 urnas do estado haviam apresentado problemas e apenas em Belém foi apreendido material irregular. As urnas foram fechadas às 17h, horário local.
Os eleitores responderam a duas perguntas: a primeira, se eles são a favor ou contrários à criação do estado do Tapajós. Em seguida, votam a favor ou não da criação do estado de Carajás. Ou seja, em tese, era possível votar pela criação de apenas um dos estados, dividindo o Pará em dois. – Este plebiscito mostra que o povo, não só do Pará, mas de todo o pais, está extremamente consciente e cobra resultado das autoridades – disse Lewandowski, que visitou o colégio Paes de Carvalho, ao lado da sede do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Pará, onde funcionaram 14 seções.
Divisão
O movimento separatista no Pará reedita, quase dois séculos depois, a Cabanagem, revolta do século 19 em que índios, negros e mestiços tomaram o poder na então província. Os novos rebeldes querem separar as regiões oeste e sul e fundar os Estados de Carajás e Tapajós.
A insurgência nasceu com o sentimento de abandono político e isolamento territorial e a desigualdade econômica entre a capital, Belém, e regiões remotas do interior.
Mas há diferenças históricas entre os dois projetos, do Carajás e do Tapajós. O primeiro é capitaneado por uma elite econômica nova e poderosa, que quer gerir os recursos minerais e a forte agropecuária da região.
O segundo tem maior legitimidade, pois nasceu há 150 anos, mas carece do tônus econômico do vizinho. Contra ambos estão empresários e políticos da região metropolitana de Belém, que não aceitam perder 86% da área e 44% do PIB. Leia mais aqui.
A insurgência nasceu com o sentimento de abandono político e isolamento territorial e a desigualdade econômica entre a capital, Belém, e regiões remotas do interior.
Mas há diferenças históricas entre os dois projetos, do Carajás e do Tapajós. O primeiro é capitaneado por uma elite econômica nova e poderosa, que quer gerir os recursos minerais e a forte agropecuária da região.
O segundo tem maior legitimidade, pois nasceu há 150 anos, mas carece do tônus econômico do vizinho. Contra ambos estão empresários e políticos da região metropolitana de Belém, que não aceitam perder 86% da área e 44% do PIB. Leia mais aqui.
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