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Policiais tiveram que arrombar as portas da sala de sorteio
e da sala do caixa da Eletromil de Castanhal Foto: Paulo Allan
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Reclamações contra a empresa já haviam sido recebidas na promotoria de
Castanhal, mas as denúncias se intensificaram durante o dia de ontem,
31, o que levou o Ministério Público a pedir, de imediato, a medida
cautelar. Segundo declarou Marco Aurélio, as irregularidas tinham teor
parecido. “Mesmo aqueles que eram sorteados ou que concluíam o
pagamento de todas as parcelas contratualmente previstas, deixavam de
receber o bem imediatamente. Havia atrasos de meses no cumprimento
dessa obrigação, sem que o consumidor fosse indenizado ou obtivesse
qualquer compensação pelo descumprimento do disposto no contrato”,
afirmou o promotor.
A diretora comercial da empresa chegou a declarar para o MPE que desde
agosto surgiu a dificuldade de realizar os pagamentos. Entenda aqui
como funcionava o sorteio de veículos, que era realizado mensalmente.
Na opinião do promotor, este problema da Eletromil se trata “de uma
fraude, de um estelionato, de uma forma de enganar um sem número de
consumidores, por meio ardiloso, cuidadosamente pensado, ajustado e
executado por estes sócios e gerente da filial da empresa neste
município”.
Nascimento esclarece que para oferecer este tipo de serviço as empresas
precisam de autorização do Ministério da Fazenda e também “é necessária
a elaboração de um plano de captação de recursos, que demonstre a
capacidade econômico-financeira e gerencial da atividade, bem como
preste contas ao órgão, a cada 4 meses”.
É preciso ainda, de acordo com o promotor, “ter autorização do Estado,
pois tal prática consiste em captar recursos em espécie da população”.
A Eletromil não possuía nenhum destes pré-requisitos e oferecia “o que
se trata de uma atividade comercial exercida ilicitamente e sem o
necessário controle do Estado”, afirmou Marco Aurélio.
O promotor acredita que a falta de novos clientes é uma provável
justificativa para o que está acontecendo em Castanhal. Com o mercado
saturado, “a empresa não consegue mais atrair clientes em quantidade
suficiente para suprir a falta de pagamento dos bens entregues aos que
foram contemplados no sorteio, até que chega um momento em que não
consegue mais entregar os bens sorteados, nem aquelas cujos carnês
foram quitados pelos clientes, tampouco devolver as quantias devidas
aos consumidores, no caso de rescisão contratual”, explica Nascimento.

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