Três horas da manhã de primeiro de março em Bacabeira. Um estrondo
rompe a madrugada acordando, de sobressalto, a vizinhança das
dependências da Escola Técnica de Bacabeira – ETECBA. Atordoadas, as
pessoas que ouviram o barulho inicialmente não o associaram com o que de
fato ocorrera. Ao invés disso, pensaram tratar-se de coisas como o
estouro do pneu de alguma carreta.
Apenas minutos depois, começaram as constatações em torno da
ocorrência de um assalto. De fato, nas dependências do prédio da ETECBA,
fica localizado um caixa eletrônico do Banco do Brasil. O grande
barulho foi, na verdade, o resultado da detonação de uma carga explosiva
que destruiu o equipamento, deixando-o em inúmeros pedaços. Cédulas de
R$ 100,00 ainda estavam espalhadas pelo chão, misturadas aos destroços.
Segundo o major, devido à forma como o crime foi elaborado, incluindo
o desarme do sistema de alarme e a aquisição e o uso de explosivos de
alto poder de detonação, existe a possibilidade de que se tratem de
criminosos especializados de fora do Estado do Maranhão.
“Nesse exato momento uma equipe do DEIC (Delegacia de Investigações
Criminais) está ouvindo três elementos suspeitos de serem os
responsáveis por esse assalto. Estamos aguardando uma equipe do ICRIM
(Instituto de Criminalística) para fazer a perícia e para colher maiores
informações sobre o modus operandi dos meliantes,” declarou o Delegado
Davi Félix, da Delegacia Regional de Bacabeira. Para ele, existem
testemunhas que podem ajudar a elucidar o fato, inclusive identificando o
veículo utilizado na fuga, mas elas ainda estão receosas de se
pronunciar.
Até o momento desta reportagem, ainda não havia sido estimada a
quantia total subtraída do caixa detonado. Segundo o funcionário do
Banco, Rodrigo Siqueira, presente no local, primeiro será feita uma
perícia e, depois, uma avaliação para averiguar quanto restou e quanto
foi levado. “Já havia ocorrido uma tentativa de arrombamento aqui, mas
não dessa magnitude,” disse ainda Siqueira, impressionado com o estado
em que ficou o equipamento.
Existem dificuldades adicionais para a identificação dos envolvidos.
Na avaliação de alguns investigadores o terminal fica em um lugar sem
muito movimento durante a madrugada; além disso, o disco rígido onde
estariam as imagens, e que fica dentro do equipamento, teria sido
destruído com a explosão.
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