O Ministério Público do Maranhão (MPMA) ajuizou, no dia 20 de
março, duas ações civis públicas de execução contra o ex-prefeito de
Cândido Mendes (595 km de São Luís) José Ribamar Ribeiro Castelo Branco.
Ele foi condenado pelo TCE ao pagamento de multas referentes a
irregularidades nas prestações de contas do município dos exercícios
financeiros de 2000 e 2005.
Por meio das duas ações, o promotor Gabriel Sodré Gonçalves requer o
pagamento, em 15 dias, do valor total atualizado de R$ 703.827,36.
A primeira das ações é referente ao Acórdão PL-TCE nº 480/2011, que
julgou regular com ressalvas a prestação de contas da prefeitura de
Cândido Mendes relativa ao exercício financeiro de 2000, resultando em
multa de R$ 2 mil, a serem pagos ao Estado do Maranhão.
Entre as irregularidades detectadas na prestação de contas de 2000,
figuram o atraso no envio das leis orçamentárias e balancetes; a
ausência de envio do Plano Plurianual e Lei de Diretrizes Orçamentária; a
ausência de processos licitatórios; a falta de lei que fixa a
remuneração do prefeito e vice-prefeito e o atraso no repasse da
prefeitura e à Câmara Municipal no valor de R$ 176.416,87.
Também foram verificadas a não-aplicação do percentual mínimo de 60%
com remuneração dos profissionais do magistério no efetivo exercício de
suas atividades no ensino fundamental; a não-apresentação dos balancetes
de outubro de dezembro de 2000 e do balanço patrimonial referente à
aplicação de recursos com pessoal e serviços de terceiros.
70 empenhos
A segunda ação ajuizada pelo MPMA refere-se à prestação de contas
relativas ao exercício financeiro de 2005, que foram desaprovadas pelo
TCE, por meio do Acórdão nº 685/2011, publicado na edição do Diário
Oficial o Estado do Maranhão do dia 27 de outubro de 2011. O tribunal
condenou ex-prefeito ao pagamento de débito de R$ 690.062,93 aos cofres
de Cândido Mendes.
Durante a análise das contas, o TCE detectou que o ex-prefeito não
encaminhou os relatórios resumidos da execução orçamentária e
comprovantes de despesas efetuadas mediante 70 empenhos, no total de R$
527.473,38.
Caso a dívida não seja paga, o Ministério Público pede a penhora dos
bens do ex-prefeito até o valor necessário para saldar a dívida cobrada
por meio das duas ações.
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