Esclarecimentos do secretário de Estado da Saúde, Ricardo Murad.
Em junho de 2009, o Governo do Estado do Maranhão lançou o Programa
Saúde é Vida, que tem como objetivo eliminar o vazio assistencial
existente no estado até aquela data.
O programa consiste na conformação de uma rede de assistência à saúde
da população que garantisse o atendimento público, integral e
hierarquizado a todos os maranhenses.
Diversos condicionantes definiram o modelo assistencial adotado pelo
programa, que previu o incremento, dentre outras ações, de 180 novos
leitos de UTI adulto e neonatal; a implantação de dois hospitais de alta
complexidade; a estruturação de uma rede de oito hospitais
especializados em cada uma das macrorregiões do estado; a implantação de
oito hospitais gerais e 10 UPAS na rede de urgência e emergência nas 19
regiões de saúde; e, nos municípios que não dispunham de unidade de
saúde que atendesse o perfil mínimo assistencial (ver anexo abaixo)
estabelecido pela Comissão Intergestores Bipartite (CIB/MA) após
intensos debates e negociações, foi iniciada a construção de 64 unidades
que o programa denominou hospitais de pequeno porte para atender a esse
perfil.
Convém registrar que a Portaria nº 648 do Ministério da Saúde, datada
de 28 de março de 2006, ao tratar da infra-estrutura e dos recursos
necessários à implantação da Política Nacional de Atenção Básica, dispõe
que:
São itens necessários à realização das ações de Atenção Básica nos Municípios e no Distrito Federal:
I – Unidade(s) Básica(s) de Saúde (UBS) com ou sem Saúde da Família
inscrita(s) no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde do
Ministério da Saúde, de acordo com as normas sanitárias vigentes.
Essa Portaria preconizou, portanto, que em todos os municípios é
necessária a existência de uma Unidade Básica de Saúde, leia-se Unidade
de Saúde ou Hospital de Pequeno Porte, como resolvemos chamá-las no
Maranhão.
Nesses 64 municípios maranhenses abrangidos pelo programa, as
parturientes realizavam seus partos em municípios vizinhos, de difícil
acesso. As crianças não tinham onde tratar, por exemplo, as infecções
respiratórias agudas. Os idosos, por sua vez, não tinham o devido acesso
a internação quando portadores de uma pneumonia, um AVC, um infarto
etc.
A Organização Mundial de Saúde, ao preconizar a necessidade de2.5 a3
leitos hospitalares por 1.000 habitantes, não discrimina essa oferta
para populações urbanas ou rurais, pobres ou ricas, nem a existência de
grupos de risco. Leva em conta tão somente a morbimortalidade existente
em qualquer local do mundo.
Obviamente que os municípios contemplados com a construção de
hospitais de pequeno porte não poderiam, sem eles, cumprir essa
determinação.
Dos 20 leitos dos hospitais de pequeno porte, 5 se destinam ao
Serviço de Pronto Atendimento (SPA); 5 para obstetrícia (apoio ao Centro
de Parto Normal) e 10 Leitos para clinica medica e a pediatria.
Considere-se que muitos desses hospitais atendem pacientes de municípios
vizinhos, em razão da proximidade de acesso.
Após a implantação do Programa Saúde é Vida, a relação leitos por
habitantes no Maranhão passará de 1.3 para 2.3 leitos hospitalares por
1.000 habitantes.
2- Qual a resposta da SESMA as acusações feitas pelo MPC/MA
sob a ausência de licitações e pagamento de obras/serviços não
realizados?
Trata-se de uma denúncia com motivação política, formulada ao
Ministério Público de Contas pelo ex-presidente do Conselho Regional de
Engenharia (CREA/MA), Raimundo Portelada, militante do PCdoB maranhense
de conhecida postura de oposição ao governo estadual. O relatório do
Ministério Público de Contas do Estado do Maranhão se baseia na referida
representação.
Após a manifestação da Secretaria de Estado da Saúde (SES), o
Tribunal de Contas do Estado (TCE), em decisão plenária, determinou a
realização de novas fiscalizações e diligências que estão em andamento.
Sobre esse mesmo assunto, foi aberto inquérito administrativo no
âmbito da Corregedoria Geral do Estado (CGE) para apurar as denúncias
formuladas por Raimundo Portelada e também pelo deputado federal
Domingos Dutra (PT), que tinham o mesmo objeto. A Corregedoria concluiu
que:
“No aspecto substancial, ou seja, do ponto de vista material, e após vistoria in loco,
verificamos que as obras foram e estão sendo executadas nos termos da
avença firmada, com utilização do material de qualidade contratualmente
definida.
…
De todo o apurado, constata-se que não existem irregularidades ou ilegalidades do ponto de vista formal ou material.
Especial destaque deve ser dado à ausência de danos ao erário e ausência de ato doloso ou de má-fé.
…
À vista de todo o exposto, temos a observar que os atos
administrativos efetivamente praticados pela Secretaria de Estado da
Saúde, para execução das obras de construção de unidades hospitalares,
relacionadas ao Programa Saúde é Vida, encontram respaldo na Lei de
Licitações (Lei Federal nº 8.666/1993) e nas melhores práticas em
execução de obras, pois inexistentes erros, irregularidades, ou
ilegalidades formais ou materiais.”
3-Por que inaugurar os 65 hospitais em um ano eleitoral,
sendo que na revista on-line da SESMA os hospitais são prometidos para
2011?
O Programa Saúde e Vida, lançado em junho de 2009, pela sua
complexidade, é um programa plurianual, para ser executado no período
2009/2014, quando finda o mandato da governadora Roseana Sarney. A
inauguração dessas obras não está, portanto, vinculada a períodos
eleitorais ocorridos durante a vigência do andamento.
Sobre esse mesmo assunto, foi aberto inquérito administrativo no
âmbito da Corregedoria Geral do Estado (CGE) para apurar as denúncias
formuladas por Raimundo Portelada e também pelo deputado federal
Domingos Dutra (PT), que tinham o mesmo objeto. A Corregedoria concluiu
que:
“No aspecto substancial, ou seja, do ponto de vista material, e após vistoria in loco,
verificamos que as obras foram e estão sendo executadas nos termos da
avença firmada, com utilização do material de qualidade contratualmente
definida.
…
De todo o apurado, constata-se que não existem irregularidades ou ilegalidades do ponto de vista formal ou material.
Especial destaque deve ser dado à ausência de danos ao erário e ausência de ato doloso ou de má-fé.
…
À vista de todo o exposto, temos a observar que os atos
administrativos efetivamente praticados pela Secretaria de Estado da
Saúde, para execução das obras de construção de unidades hospitalares,
relacionadas ao Programa Saúde é Vida, encontram respaldo na Lei de
Licitações (Lei Federal nº 8.666/1993) e nas melhores práticas em
execução de obras, pois inexistentes erros, irregularidades, ou
ilegalidades formais ou materiais.”
3-Por que inaugurar os 65 hospitais em um ano eleitoral,
sendo que na revista on-line da SESMA os hospitais são prometidos para
2011?
O Programa Saúde e Vida, lançado em junho de 2009, pela sua
complexidade, é um programa plurianual, para ser executado no período
2009/2014, quando finda o mandato da governadora Roseana Sarney. A
inauguração dessas obras não está, portanto, vinculada a períodos
eleitorais ocorridos durante a vigência do programa.
Anexo 1
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