A imagem pode conter: 1 pessoa, a sorrir, em péEla se colocou na frente do filho e pediu que o suspeito não atirasse
“Pelo amor de Deus, não tire a vida de meu filho”. Foi com essas palavras, ditas diretamente para seu algoz, que a pastora Norma Lúcia Pereira Daltro, 52 anos, foi morta na noite de terça-feira (1º), em sua casa, no bairro Pampalona, em Feira de Santana, no Centro-Norte do estado. Ela se colocou na frente do filho para evitar que o suspeitoatirasse. Achou que ele desistiria, mas não adiantou. 
O suspeito é um vizinho que tinha uma briga antiga com um dos filhos de Norma, de acordo com amigos da família. “Ela passeou durante o dia no rio, aqui, e foi para casa normalmente. Todo mundo brincou, conversou e estava normal. Mas havia essa rixa e, no momento que a pessoa foi tirar a vida do filho dela, sabe como é mãe, né? Ela pediu que não fizesse aquilo e, nesse momento, ele deu os disparos”, lamenta a bispa Luciene Martins.

O crime aconteceu por volta das 18h, na Rua São Joaquim, onde todos moravam. Segundo a assessoria da Polícia Militar, a pastora foi atingida na cabeça. Ela chegou a ser socorrida e levada para a Políclinica do George Américo, mas não resistiu. Outras duas mulheres foram atingidas na perna e no braço, e um homem foi vítima de golpes de faca – até o início da tarde desta quarta-feira (2), os três seguiam internados no Hospital Geral Clériston Andrade. 
A PM informou que os problemas de desentendimentos entre os vizinhos já eram antigos. Ao CORREIO, a bispa Luciene confirmou que a briga existia há “alguns meses”. Norma chegou a desabafar sobre a situação.