Prefeita de Axixá, Roberta Barreto

A casa começou a cair para a prefeita de Axixá, Roberta Barreto. O Ministério Público Eleitoral da 31ª Zona Eleitoral (Icatu/MA) deu parecer favorável à cassação do diploma da gestora, eleita sob o manto de um festival de ilegalidades que, segundo a Justiça, desrespeitam frontalmente o processo democrático.

A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), movida pela coligação “Axixá não pode parar”, escancarou um esquema orquestrado que incluiu desde transferência fraudulenta de domicílios eleitorais até a compra descarada de votos, passando por transporte irregular de eleitores, coação, intimidação e abuso de poder econômico.

De acordo com o Ministério Público, o caso é grave. A explosão artificial de eleitores no município — um crescimento de 17,16% no eleitorado — levantou o alerta. A promotoria identificou que esse salto foi impulsionado com a conivência de sindicatos, colônias de pescadores e agentes políticos ligados diretamente à candidata.

O MP não deixou dúvidas: há provas robustas, incluindo documentos e mídias, que comprovam as irregularidades e a interferência indevida no resultado da eleição municipal de 2024.

O parecer do Ministério Público é claro: a chapa encabeçada por Roberta Barreto deve ser cassada e os envolvidos declarados inelegíveis. Resta agora saber se a Justiça Eleitoral fará valer o rigor da lei diante de um caso que mancha a democracia.

Veja o documento: