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As defesas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete acusados do “núcleo 1” do processo sobre o plano de golpe apresentaram nesta quarta-feira (13) suas alegações finais ao Supremo Tribunal Federal, última etapa antes do julgamento. Com isso, o relator Alexandre de Moraes poderá preparar seu relatório e voto, que devem ser liberados até setembro, conforme promessa de julgar todos os núcleos da trama ainda este ano.

Todos os réus negaram participação e pediram absolvição. A defesa de Bolsonaro contestou a delação do tenente-coronel Mauro Cid, alegou cerceamento de defesa e solicitou, em caso de condenação, a exclusão de agravantes. Já o general Braga Netto pediu que o caso seja enviado à primeira instância, questionando a competência do STF, além da suspeição de Moraes. Anderson Torres negou a existência de “autogolpe” na legislação, enquanto Augusto Heleno pediu absolvição ou pena reduzida. A defesa de Paulo Sérgio Nogueira afirmou que o general chamou o plano de “doidera” e não orientou Bolsonaro para executá-lo.

O deputado Alexandre Ramagem argumentou que deixou o governo antes dos fatos narrados, e o almirante Almir Garnier negou qualquer envolvimento, alegando ausência de provas e de nexo causal. A PGR, por sua vez, já havia pedido a condenação de todos, incluindo do próprio delator Mauro Cid, cuja defesa acusou o Ministério Público de “deslealdade” e também pleiteou absolvição.