
Antônio Américo Lobato Gonçalves (ex-presidente da FMF) e a interventora Susan Lucena Rodrigues
A Justiça do Maranhão determinou o afastamento imediato de toda a diretoria da Federação Maranhense de Futebol (FMF) e do Instituto Maranhense de Futebol (IMF) após apuração de sérias irregularidades na condução das entidades. A decisão, de primeira instância, foi motivada por Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público Estadual, que aponta práticas de má gestão, falta de transparência e uso indevido da estrutura institucional para obtenção de regalias pessoais.
De acordo com o MPMA, as investigações revelaram um cenário de desmandos administrativos e possíveis desvios na aplicação de recursos, além de uma estrutura inchada por interesses pessoais. A decisão judicial classificou como “razoável e necessária” a medida de afastamento, visando resguardar o bom funcionamento das instituições e proteger o patrimônio esportivo maranhense.
Veja os dirigentes afastados:
Antônio Américo Lobato Gonçalves (presidente da FMF)
Sílvio Arley Brito Fonseca (presidente do IMF)
Márcio Araújo da Silva (vice-presidente jurídico da FMF e secretário do IMF)
Antônio Felipe Gomes Duarte de Farias
Ciro Monteiro Clarindo
Fernando José Casal Teixeira Júnior
Francisco Evandro Marques Costa
Gilberto Ferreira Pereira
Hans Joseph Nina Hohn
João Campos Filho
José Alberto Sampaio Ferreira
José Lopes de Oliveira Neto
José William Câmara Ribeiro
Maylla Cidreira Miranda
Raimundo Barbosa Castro
Raimundo Nonato Peixoto Barros
Valbert Pinheiro Corrêa Júnior
Nova gestão provisória
Para conduzir a FMF e o IMF durante o período de intervenção judicial, a Justiça nomeou a advogada Susan Lucena Rodrigues como administradora provisória, com mandato de 90 dias. Susan, que atualmente dirige a Casa da Mulher Brasileira.
A interventora afirmou que um dos pontos a serem investigados durante seu período de gestão provisória na Federação é entender o motivo da redução patrimonial de 80% da entidade. “Havia um patrimônio de R$ 7 milhões, e hoje restam apenas R$ 1 milhão. É preciso identificar em que esse dinheiro foi gasto. Além disso, há repasses constantes para a Federação, e queremos saber para onde esses recursos estão sendo direcionados”, declarou.
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