Prefeita Claudimê Araújo

O prefeito Gleydson Resende (União) decidiu acionar o Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) contra a ex-prefeita Claudimê Araújo Lima (PSD), apontando um suposto rombo de R$ 45 milhões nos cofres do município. A medida pode resultar na inabilitação política da ex-gestora e até em responsabilização cível e criminal.

Segundo a representação, uma auditoria independente encomendada pela atual gestão identificou perdas efetivas de R$ 33 milhões entre 2021 e 2024, período em que Claudimê comandou a Prefeitura de Barão de Grajaú. Com correções e juros, o impacto financeiro pode alcançar R$ 45 milhões — um valor equivalente a quase metade do orçamento anual do município.

O levantamento revela um suposto esquema de contratos irregulares, que teria beneficiado empresas ligadas a familiares da ex-prefeita. Só o Posto Tropical Ltda, de propriedade da enteada de Claudimê, recebeu R$ 10,6 milhões. A Barão Construções, associada a parentes do então cônjuge da gestora, faturou R$ 2,9 milhões. Já a Autocenter São José, criada durante o próprio mandato, foi contemplada com mais de R$ 1 milhão.

A auditoria aponta ainda a existência de contratos simulados e serviços sem execução comprovada, que movimentaram cerca de R$ 18,4 milhões. Recursos da educação, incluindo verbas do FUNDEB e precatórios do FUNDEF, também teriam sido aplicados fora da destinação legal — um detalhe que pode agravar a situação de Claudimê.

Na prática, Gleydson pede que o TCE abra uma Tomada de Contas Especial para apurar responsabilidades, imponha a imputação de débito de R$ 33 milhões (valor atualizado), aplique multas, declare a inabilitação de Claudimê por oito anos e encaminhe o caso ao Ministério Público Estadual para eventual ação cível e criminal.

Se acolhido pelo TCE, o processo pode colocar Claudimê no centro de um imbróglio jurídico de grandes proporções. (Com informaçaoes da Folha do Maranhão e editadas pelo Blog do Minard)