Com base na leitura das pesquisas recentes de intenção de voto e nos dois cenários bastante distintos que consigo enxergar para a sucessão no Maranhão em 2026 faço esse artigo emitindo minha opinião.


Cenários que inclusive irão deixar muitos deputados estaduais, federais, senadores, pré candidatos e possíveis apoiadores apavorados.

No primeiro cenário, com Brandão indo ao Senado e Felipe Camarão assumindo o governo e buscando a reeleição , a disputa pelo governo do estado se polariza entre Camarão e Lahesio Bonfim, no outro cenário o embate se daria entre Eduardo Braide e Orleans Brandão. A configuração de cada chapa também impacta diretamente a corrida pelas duas vagas ao Senado.

Cenário 1 – Camarão x Lahesio

No primeiro cenário, de acordo com as pesquisas, Felipe Camarão desponta como favorito, chegando a 45% das intenções de voto contra 17% de Lahesio. O apoio de Lula se mostra decisivo: quando associado ao presidente, Camarão mais do que dobra sua performance em municípios como Imperatriz e Pinheiro. Já Lahesio mantém força no sul do estado, mas enfrenta elevados índices de rejeição em várias regiões, passando de 60% em Barreirinhas.

Na disputa pelo Senado, esse mesmo cenário apresenta um quadro de peso: Carlos Brandão aparece como nome competitivo e praticamente consolidado, com recall elevado e imagem associada à experiência. Ao seu lado, estaria Roseana Sarney, ex-governadora que ainda mantém alguma capilaridade política e muito carisma, superando os demais pré candidatos a senado em todas as pesquisas. Do outro lado, com Lahesio, Roberto Rocha e César Pires não demonstram a mesma capacidade de mobilização: Rocha aparece limitado a uma faixa de 10% a 15% e Pires abaixo de 5%. Nesse desenho, Brandão tenderia a garantir a primeira vaga, enquanto Roseana disputaria a segunda, em vantagem.

Cenário 2 – Braide x Orleans

No segundo cenário, a força eleitoral se inverte. Eduardo Braide domina São Luís com mais de 70% das intenções de voto, sendo favorito claro caso confirme candidatura ao governo. Já Orleans Brandão aparece em segundo plano, com desempenho discreto na capital e maior competitividade apenas em redutos do interior como Timon e Imperatriz, mas ainda dependente da máquina estadual e da associação com o tio, o atual governador.

No Senado, a chapa de Orleans seria encabeçada por Weverton Rocha, seria líder isolado em diferentes levantamentos, ficando na dependência do crescimento de Orleans. Sem Brandão, o favoritismo de Weverton é absoluto. No campo adversário, caso Braide tenha como aliado Felipe Camarão, que herdaria recall da eleição majoritária e poderia se consolidar como forte concorrente à primeira vaga, variando entre 40% e 65% em estimativas. Nesse cenário, a tendência seria cada candidato a governador eleger uma vaga, podendo ser Weverton pela máquina e Felipe Camarão como principal candidato numa possível aliança com Braide.

Tendência geral

Os dados apontam que o sentimento de mudança é majoritário no estado, alcançando em média 65% dos eleitores. Isso favorece candidatos que consigam se apresentar como renovadores ou independentes da atual gestão. Outro dado relevante é a alta taxa de eleitores que ainda podem mudar de voto, na faixa de 35% a 40%, especialmente entre aqueles que se informam por redes sociais e aplicativos de mensagem.

Em resumo, enquanto o cenário Camarão x Lahesio tende a favorecer a esquerda e consolidar Brandão e Roseana Sarney no Senado, o cenário Braide x Orleans consolida Braide no Executivo e Weverton Rocha no Legislativo, abrindo espaço para Felipe Camarão numa vaga de senador.

O que as pesquisas e os cenários acima apontam é que Felipe Camarão segue num cenário mais confortável que Brandão, enquanto um pode virar Governador ou Senador o outro pode acabar literalmente sem nada.

Por Simplicio Araújo