A sessão desta quarta-feira (10) marcou um dos capítulos mais tensos da política de Grajaú. A Câmara Municipal rejeitou as contas do ex-prefeito Mercial Arruda referentes aos anos de 2010 e 2022, decisão baseada em falhas graves apontadas pelo Tribunal de Contas do Estado.

Em 2010, o TCE identificou convênios assinados por secretários sem portaria, licitações irregulares, início do ano com saldo negativo e até um empréstimo de 400 mil reais sem autorização da Câmara. Já em 2022, a situação foi ainda mais séria: a gestão não enviou o PPA nem a LOA e sequer apresentou defesa ao tribunal. Naquele período, quem comandava a Secretaria de Administração era o deputado Ricardo Arruda, que deixou a pasta para disputar eleições.

Essas rejeições se somam a um histórico marcado por condenações, multas milionárias e processos por improbidade administrativa. A decisão desta quarta é vista pelos vereadores como o fim de um ciclo político baseado em desorganização, falta de transparência e repetidas irregularidades.

Enquanto Mercial reagia com revolta e tentava transformar o julgamento em perseguição, os fatos falavam mais alto. A Câmara apenas confirmou o que o TCE já vinha apontando há mais de uma década.