
A saúde pública do Maranhão vive uma de suas fases mais críticas e, sob a gestão do governador Carlos Brandão, parece ter entrado na UTI. Faltam materiais básicos, leitos e atendimento adequado tanto nos hospitais regionais quanto nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). As filas intermináveis revelam o desespero de pacientes e profissionais que tentam manter o sistema funcionando apesar das adversidades.
Neste cenário, um caso que ganhou grande repercussão nas redes sociais expõe a gravidade da situação. A senhora Jarliene de Jesus publicou um apelo emocionado pedindo ajuda para sua filha de 7 anos, diagnosticada com a rara doença epidermólise bolhosa, condição que exige cuidados diários e o uso constante de curativos especiais — materiais que deveriam ser fornecidos pelo Estado por meio da Secretaria de Saúde (SES), mas que estão em falta.
A denúncia da mãe provocou manifestação imediata do deputado estadual Carlos Lula, ex-secretário de Saúde do Maranhão, que criticou duramente a gestão de Brandão. Segundo o parlamentar, enquanto o governo anuncia gastos com caminhonetes para Câmaras de Vereadores, crianças com doenças raras sofrem à espera do mínimo necessário. “Eu me somo à dor dessa mãe e de tantas outras. Os curativos são a mínima resposta que o Estado deveria dar para essas crianças. Enquanto essas mães clamam, o que elas recebem é silêncio. E silêncio também machuca”, afirmou Carlos Lula.
O deputado também cobrou sensibilidade e urgência do governador Carlos Brandão e da SES: “Essas crianças não podem esperar. Elas sentem dor agora. Vamos fazer barulho juntos. Marque, compartilhe, faça essa mensagem chegar a quem pode resolver. O Maranhão e o Brasil precisam saber como estão tratando as crianças com doenças raras por aqui. Que a dor dessas famílias não seja ignorada mais um dia sequer.”
A crise na saúde maranhense é evidente. Enquanto famílias enfrentam sofrimento diário, pacientes morrem em filas de espera, faltam insumos básicos e cirurgias são adiadas indefinidamente, o secretário de Saúde Tiago Fernandes utiliza a estrutura da pasta para impulsionar sua pré-campanha à Assembleia Legislativa de 2026, segundo críticas de bastidores.
Com prioridades invertidas e recursos direcionados para ações políticas, sobra dor para quem depende do SUS. E para famílias como a de Jarliene, a esperança se resume a um pedido: que o Estado faça o mínimo — garantir o direito básico à saúde.
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