Goianésia do Pará relembra, neste 24 de janeiro, os 10 anos do assassinato do ex-prefeito João Gomes, o Russo. Ele foi executado com sete tiros durante um velório, em 2016, em um crime político que chocou o Pará e marcou a região do Lago de Tucuruí.



As investigações confirmaram que o homicídio foi premeditado. O pistoleiro foi preso e condenado, enquanto o mandante, um vereador envolvido em disputas políticas, foi assassinado semanas após encomendar o crime. O período ficou conhecido como o “Triângulo da Morte”, envolvendo Goianésia, Breu Branco e Tucuruí.


Dez anos depois, o clima de medo volta a rondar o poder municipal. O atual prefeito e filho da vítima, Francisco Eduardo Oliveira Silva, o Russinho, afirma estar sofrendo ameaças de morte constantes. Segundo ele, há perseguições, veículos suspeitos e alertas sobre possíveis atentados desde que assumiu a prefeitura, em janeiro de 2025.


Russinho acredita que as ameaças estejam ligadas a mudanças administrativas adotadas em sua gestão. Apesar da tensão e do reforço na segurança, o prefeito afirma que não pretende recuar. A população teme que Goianésia do Pará volte a viver um dos capítulos mais trágicos de sua história política.