O presidente da Câmara Municipal de Lago do Junco, vereador Antônio José Junior,acusou o prefeito da cidade, Ataide do Posto, de promover perseguição política após a suspensão do lava-pratos que estava programado para amanhã, sexta-feira (20). Segundo o parlamentar, a decisão administrativa e judicial compromete diretamente a economia local e penaliza trabalhadores informais que já haviam investido para atuar no evento.
De acordo com o chefe do Legislativo, a organização da festa havia buscado autorização formal junto à Prefeitura, mas o pedido de licença foi negado sem justificativa apresentada. Diante disso, os organizadores recorreram à Justiça e obtiveram decisão favorável para a realização do evento. A programação previa trio elétrico, apresentações de DJs e estrutura de segurança.
No entanto, o prefeito recorreu da decisão e conseguiu nova determinação suspendendo o lava-pratos. Paralelamente, a gestão municipal teria determinado o desligamento da energia elétrica das barracas já instaladas na avenida, onde comerciantes se preparavam para atuar.
“O prejuízo não é para a oposição, é para a população”, declarou o presidente da Câmara, afirmando que dezenas de barraqueiros deixaram de receber renda após investirem na compra de bebidas e mercadorias. Para ele, a medida representa um ato que extrapola o embate político e atinge diretamente trabalhadores que dependem de eventos populares para complementar o orçamento.
O parlamentar sustenta que toda a logística de segurança e organização estava estruturada e que o evento ocorreria dentro da legalidade. A decisão de impedir a realização do lava-pratos, segundo ele, compromete não apenas a geração de renda imediata, mas também a movimentação econômica do município em um período tradicionalmente importante para o comércio local.
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