ELDORADO DO CARAJÁS (PA) – Duas chacinas ocorridas em estados distintos revelam semelhanças perturbadoras e reacendem o alerta sobre a volta dos crimes de pistolagem no Brasil. As chacinas registradas em Icaraíma, no Paraná, em agosto de 2025, e Eldorado do Carajás, no Pará, neste domingo (8/2), terminaram com quatro pessoas executadas a tiros em cada caso, todas assassinadas em áreas rurais, após “sumirem do mapa”.



A manhã até então calma do último domingo (8) foi sacudida com o desaparecimento e morte de quatro homens. As vítimas foram amarradas e mortas a tiros no interior de dois veículos. Eles foram identificados como Gilberto Rodrigues dos Santos, conhecido como “Bebezão”, ex-jogador do Águia de Marabá, Rodrigo Teles da Silva, Thiago da Silva Sousa e Werner Pereira Sousa. Relatos não confirmados pela Polícia Civil dão conta de que o quarteto estava realizando uma cobrança.


Eles teriam ido ao local para cobrar uma dívida e acabaram vítimas de uma emboscada. Antes da confirmação das mortes, os quatro chegaram a ser considerados desaparecidos. A polícia investiga o crime como execução, e, embora não haja confirmação oficial, há especulações nos bastidores, afirmando que os assassinos seriam pessoas experientes, hábeis no manuseio de armas e acostumadas a praticar este tipo de crime.


Já em Icaraíma (PR), outra chacina com características semelhantes chocou o país em agosto de 2025. Neste caso, 4 homens foram assassinados a tiros na zona rural do município. As vítimas foram Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi, Diego Henrique Afonso e Alencar Gonçalves de Souza. Os principais suspeitos do crime são Antonio Buscariollo, de 66 anos, e o filho, Paulo Ricardo Costa Buscariollo, de 22. A Polícia Civil (PC-PR) considerado os dois como foragidos desde o dia 9 de agosto de 2025. As 4 vítimas foram sepultadas na época do crime.


Assim como no Pará, as vítimas desapareceram antes da localização dos corpos. A investigação aponta que o grupo também estava envolvido em cobrança de dívida, e há apuração formal sobre a possível participação de policiais no crime do Paraná. Essa possibilidade também deverá fazer parte das linhas de investigação da 21ª Seccional Urbana de Marabá para tentar identificar e prender os culpados.