Ministro Dias Toffoli

O Supremo Tribunal Federal (STF) enfrenta uma crise de confiança interna após surgirem suspeitas de que o ministro teria gravado clandestinamente a sessão secreta que, na última quinta-feira (12), decidiu por sua saída da relatoria do processo envolvendo o Banco Master. A suspeita ganhou repercussão depois que o site Poder360 divulgou trechos precisos dos diálogos travados na reunião, levantando questionamentos sobre a segurança e sigilo das deliberações do tribunal.

Ministros que participaram da sessão descreveram o episódio como “perplexidade e desconforto sem precedentes”. Segundo eles, os trechos vazados teriam sido selecionados de forma a favorecer a imagem de Toffoli, omitindo críticas e o debate mais acirrado que ocorreu durante a reunião. Para alguns magistrados, a precisão das falas publicadas reforça a possibilidade de que algum registro clandestino tenha sido feito, embora a autoria ainda seja incerta.

Em nota, Toffoli negou veementemente qualquer envolvimento: “É um fato absolutamente inverídico. Nunca gravei uma conversa na minha vida. Quem me conhece sabe que sou discreto e não relato conversas institucionais ou pessoais”. O ministro levantou a hipótese de que o vazamento possa ter partido de algum funcionário do setor de tecnologia do tribunal.

Enquanto a origem do vazamento ainda é investigada, o clima de desconfiança persiste.