​Uma grave denúncia apresentada pelo deputado federal Duarte Jr. elevou a tensão na comissão parlamentar que investiga irregularidades no INSS. O parlamentar relatou que, em 2023, um pescador maranhense teria sido atropelado após se recusar a dividir o valor do seguro-defeso com o assessor de um parlamentar do estado. Segundo Duarte, o episódio seria parte de um esquema de “rachadinha” envolvendo benefícios previdenciários.

​De acordo com o deputado, o crime foi registrado por câmeras de segurança, o que permite a reconstrução do trajeto do veículo e a identificação do condutor por meio de perícia técnica. Duarte Jr. enfatizou que, embora os nomes dos envolvidos sejam de conhecimento público nos bastidores, a punição rigorosa depende do cumprimento estrito do rito processual. A estratégia é consolidar provas materiais robustas para evitar que os investigados se beneficiem do direito ao silêncio por falta de base jurídica.

​O parlamentar destacou que a condução das investigações segue o rigor técnico defendido pelo relator do colegiado, Alfredo Gaspar. Para Duarte, o trabalho da comissão tem sido fundamental para “abrir a caixa-preta” de esquemas que vitimam pessoas em situação de vulnerabilidade, dando visibilidade a grupos sociais que, em sua visão, costumam ser negligenciados fora dos períodos eleitorais.

​No âmbito dos resultados práticos, Duarte Jr. apresentou dados sobre o impacto das apurações no Maranhão. Segundo o parlamentar, a ofensiva contra irregularidades já resultou na devolução de mais de R$ 150 milhões a cerca de 198 mil aposentados no estado. Ele concluiu afirmando que o avanço das investigações é a principal ferramenta para proteger os beneficiários que dependem do sistema previdenciário.