
Uma mobilização nacional da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) está provocando a suspensão de serviços essenciais da corporação em todo o país. O movimento, intitulado “82 horas sem a PF”, ocorre em alusão ao aniversário de 82 anos da instituição e denuncia a falta de investimentos e o enfraquecimento das capacidades operacionais da Polícia Federal frente ao crime organizado.
O indicativo é que uma greve geral seja convocada após assembleia extraordinária da categoria.
A paralisação, prevista para ocorrer entre os dias 25 e 28 de março de 2026, já reflete no atendimento ao público antes mesmo do seu início oficial. De acordo com informações da Superintendência da PF e relatos de usuários, o sistema de novos agendamentos para emissão e renovação de passaportes foi suspenso nesta quarta-feira (18).
No Maranhão, o bloqueio atinge todas as unidades do estado, incluindo a capital, São Luís, e as regionais de Caxias e Imperatriz. Além dos passaportes, processos relativos ao registro de armas e o andamento de investigações estão paralisados.
Em edital de convocação, o presidente da ADPF, Edvandir Felix de Paiva, destaca que a categoria busca a aprovação de novas medidas e a criação do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (FUNCOC). A entidade afirma que a instituição não vem recebendo “tratamento compatível com sua importância”, o que coloca em risco a segurança da população brasileira.
Embora o impacto seja severo nos agendamentos, a orientação atual é que a retirada de passaportes já prontos e agendados anteriormente não seja afetada, operando conforme a adesão local dos delegados.
0 Comentários