O Ministério Público do Maranhão (MPMA) desferiu um duro golpe contra uma organização criminosa que transformou o prato dos alunos em fonte de enriquecimento ilícito. 

A Ação Civil Pública revela um esquema de R$ 3,3 milhões marcado pela promiscuidade entre o público e o privado.

OS PERSONAGENS E SUAS CONDUTAS:

NÚCLEO POLÍTICO (Liderança): 

João Carlos Teixeira da Silva (Prefeito): Líder do esquema, homologou licitações fraudulentas com sobrepreço de 70% no arroz e recebeu R$ 220 mil via operadores.

Edna Santos Silva (Deputada/Primeira-Dama): 

Atuou na dissimulação patrimonial, transferindo R$ 1 milhão ao marido e cedendo uma Hilux de luxo para ocultar repasses do empresário contratado.

NÚCLEO ADMINISTRATIVO (Beneficiários):

Afonso Barros Batista (Gabinete): Assinou contratos milionários sem delegação formal para blindar o prefeito e recebeu propina de empresas do esquema.

Vandecleber Freitas Silva (Admin): O secretário mais "premiado", recebeu R$ 197 mil do operador financeiro.

Chrystiane Piancó Lima (Saúde): Esposa do contratado, recebeu R$ 29 mil da própria empresa que sua pasta pagava.

Eurandino Valero, Áurea Flor e Antonio Leandro (Leo Lando): Secretários e vereadores que receberam repasses sistemáticos (até R$ 69 mil) para garantir a "fidelidade" ao governo.

NÚCLEO EMPRESARIAL:

Antônio Pereira (“Padim”) e A. Pereira da Silva Ltda: Empresa de fachada com capital de apenas R$ 20 mil que faturou milhões com itens superfaturados.

Izaque Araújo e Natuba Empreendimentos: Agentes financiadores que injetaram R$ 1,1 milhão na rede para lavagem de capitais.

NÚCLEO OPERACIONAL:

Joseli de Souza (Assessor): O "homem da mala", movimentou R$ 2 milhões e sacava valores fracionados para pagar o alto escalão.

Sergio Soares: Servidor com salário de R$ 1.500 que girou R$ 13,9 milhões em contas digitais para abastecer o prefeito.

O MPMA exige o bloqueio de bens e a perda dos cargos. É o fim da era do "Padrinho" em Buriticupu?