Foto Reprodução

Após dois meses de buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, que desapareceram em Bacabal (MA), o comandante do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), Célio Roberto, afirmou que ainda mantém esperança de encontrar as crianças com vida. Nesta sexta-feira (6/3), em entrevista ao Metrópoles, ele detalhou as etapas da operação realizada para localizar os menores.

“Queremos um desfecho muito positivo para esse caso. Eu não perco a esperança. Peço a Deus que essas crianças sejam localizadas com vida. Confio que poderemos ter esse resultado em breve, se Deus quiser”, declarou o comandante.

Ágatha, Allan e Anderson Kauan, de 8 anos, desapareceram no dia 4 de janeiro, após saírem de casa para ir até um pé de maracujá na região. Quatro dias depois do desaparecimento, Kauan foi encontrado com vida e sem roupas por um carroceiro, a cerca de 4 quilômetros da comunidade quilombola de São Sebastião dos Pretos.

Entre moradores, militares e equipes de resgate, a força-tarefa reuniu mais de 300 pessoas para percorrer 45 quadrantes da extensa área de mata da região em busca das crianças.

Mesmo com operações em frentes terrestres, aéreas e fluviais, incluindo trechos do Rio Mearim, as forças de segurança do Maranhão ainda não obtiveram respostas sobre o paradeiro de Ágatha e Allan.

O comandante do CBMMA está em Brasília para participar de uma audiência na Comissão de Direitos Humanos (CDH) que discute o desaparecimento de crianças e adolescentes no Brasil.

Durante a reunião, foram debatidas estratégias para reduzir os casos de desaparecimento de menores no país. Também foi agendada uma audiência pública em Bacabal com o objetivo de mobilizar novamente a população e obter possíveis informações que ajudem nas buscas.

Segundo Célio Roberto, a audiência pode incentivar moradores que participaram das buscas a compartilhar informações relevantes. “Uma audiência pública no município pode trazer pessoas que tenham alguma informação importante. Por esse aspecto, considero válido realizar esse trabalho lá”, afirmou.

Ele acrescentou ainda que as forças de segurança do Maranhão estão abertas a receber apoio logístico para ampliar as operações e mobilizar novamente a comunidade nas buscas por Ágatha e Allan.