Deputado Edson Araújo

A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema) oficializou, nesta quinta-feira (23), a prorrogação do afastamento do deputado estadual Edson Araújo por mais 120 dias. Licenciado desde fevereiro para tratamento de saúde, o parlamentar seguirá afastado de suas funções, mantendo o suplente Adelmo Soares no exercício do mandato.

Apesar de o afastamento ter sido formalmente justificado por questões médicas, o nome de Edson Araújo aparece no centro da Operação Sem Desconto. Deflagrada pela Polícia Federal com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), a investigação apura um suposto esquema de inserção de dados falsos para a liberação irregular de benefícios previdenciários.

Atualmente, o deputado é alvo de medidas cautelares determinadas pela Justiça, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica e o bloqueio de bens e valores.

O caso ganhou ainda mais repercussão após relatórios financeiros enviados à CPMI do INSS, no Congresso Nacional, apontarem uma expressiva incompatibilidade entre a renda declarada pelo parlamentar e sua movimentação bancária. Segundo os documentos, cerca de R$ 18 milhões teriam sido movimentados em apenas seis meses, no início de 2025. Além disso, R$ 5,4 milhões teriam sido repassados a Edson Araújo pela Federação das Colônias de Pescadores do Maranhão (Fecoop-MA) entre 2023 e 2024 — entidade da qual ele era presidente.

Embora a CPMI tenha aprovado a convocação do parlamentar para prestar esclarecimentos sobre as supostas fraudes no INSS, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu decisão que tornou facultativo o comparecimento de Araújo, assegurando-lhe o direito constitucional de não produzir provas contra si mesmo.