O Ministério Público Eleitoral apresentou suas alegações finais em uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) e pediu a cassação do diploma do prefeito de Presidente Médici (MA), Janilson dos Santos Coelho, conhecido como Dr. Caçula Coelho.
De acordo com o órgão, as provas reunidas ao longo do processo apontam para a pratica de compra de votos, abuso de poder econômico e uso indevido da estrutura da prefeitura durante a campanha eleitoral.
Segundo o documento, testemunhas relataram que eleitores teriam recebido dinheiro em troca de apoio político. Em um dos casos, uma eleitora afirmou ter recebido R$ 3 mil via Pix, com promessa de mais R$ 3 mil posteriormente para a compra de um terreno, condicionados ao voto no candidato. Outros depoimentos confirmam situações semelhantes.
Além disso, o Ministério Público destacou relatos sobre a realização frequente de eventos como churrascos e distribuição de alimentos durante a campanha, o que pode configurar tentativa de influenciar eleitores de forma irregular. Também há menção ao uso de prédios públicos, incluindo dependências da prefeitura, para atividades eleitorais — prática proibida pela legislação.
Outro ponto que chamou atenção foi a suspeita de um esquema para monitorar votos no dia da eleição, por meio de um suposto
"chaveiro eletrônico", o que, se confirmado, reforça a gravidade das acusações.
Para o Ministério Público, o conjunto de provas é consistente e demonstra que houve comprometimento da lisura do processo eleitoral. Diante disso, o órgão pediu: a cassação do diploma do prefeito; a declaração de inelegibilidade por 8 anos; e a aplicação de multa no valor máximo permitido por lei.
Agora, caberá à Justiça Eleitoral analisar o caso e decidir se acata ou não o pedido. O processo ainda não teve decisão final.


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