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O caso da empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos revela um cenário de barbárie e absoluta falta de humanidade em Paço do Lumiar. As mensagens de áudio, que agora servem como provas incontestáveis no inquérito policial, expõem uma sessão de tortura planejada e executada com requintes de crueldade contra uma jovem grávida de 19 anos.

A motivação, baseada na suspeita infundada do sumiço de um anel, serviu de pretexto para uma hora de espancamentos, humilhações e ameaças de morte com o uso de arma de fogo.

A frieza dos relatos chama a atenção pela forma como a agressora detalha a violência, chegando a descrever o cansaço físico que sentiu ao agredir a funcionária. O fato de as agressões terem continuado mesmo após o objeto ser encontrado demonstra que o objetivo não era a recuperação do bem, mas o exercício de um poder sádico sobre uma pessoa em situação de vulnerabilidade. Além da gravidade das agressões físicas, a declaração de que a vítima não deveria ter saído viva da residência confere ao episódio um teor de tentativa de homicídio