O sumiço de R$ 7,6 milhões em espécie atribuídos ao ex-governador de Roraima Edilson Damião terminou em uma denúncia de ameaças, coação e perda de patrimônio. Em boletim de ocorrência obtido pela coluna, um ex-assessor afirma que teve apenas 24 horas para “dar um jeito” no dinheiro desaparecido, foi pressionado por um coronel da Polícia Militar e acabou assinando documentos que resultaram na transferência de três propriedades rurais.
Ele sustenta ainda que a família foi alvo de intimidações e que chegou a ouvir que iria conhecer “o verdadeiro governador de Roraima”.
O caso teve início em 8 de março de 2026, quando o ex-assessor afirma ter constatado um arrombamento no imóvel localizado na Rua Almerindo dos Santos, em Boa Vista, onde o dinheiro estaria guardado.
No dia seguinte, ao informar Edilson sobre o ocorrido, diz ter sido responsabilizado pelo desaparecimento dos valores e expulso do local.
A partir daí começaram as ameaças. Em 9 de março, o homem relata ter sido abordado por um segurança de Edilson e pelo coronel da Polícia Militar Francisco das Chagas Lisboa Júnior. Armado, o militar teria dado um ultimato de 24 horas para que o dinheiro “aparecesse”:
“Dá teu jeito, você apareceu com uma Hilux, vende fazenda e dá seu jeito, o prazo é 24h.”
“Esses caras vieram de longe para te matar”, completou o segurança.
Na sequência, o ex-assessor conta que foi levado ao escritório de Edilson. Lá, teria permanecido confinado em uma sala por cerca de 40 minutos, sendo interrogado e pressionado por aproximadamente oito policiais para assumir o desaparecimento dos valores.
Ele afirma que sua esposa também foi coagida. Além disso, o veículo do casal teria sido retirado de uma revendedora sem autorização, a mando do ex-governador, e devolvido apenas após assinatura de contratos e procurações.
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