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A crise envolvendo o Hospital da Criança Odorico Amaral de Matos, em São Luís, ultrapassou as fronteiras do Maranhão e chegou ao debate nacional nesta sexta-feira (24). O telejornal Bom Dia Brasil, da TV Globo, exibiu reportagem destacando as denúncias de aumento de mortes, falhas estruturais e problemas na gestão das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) da unidade municipal.

A matéria levou ao conhecimento de milhões de brasileiros dados que já vinham sendo apurados por órgãos de fiscalização. Segundo levantamentos apresentados nas investigações, o hospital registrou 113 mortes em 2025, sendo 101 delas nas três UTIs pediátricas, número que representa uma alta de aproximadamente 159% em relação ao ano anterior. O cenário continuou preocupante em 2026, com novos registros de óbitos no primeiro semestre.

A reportagem também destacou a atuação do Ministério Público e da Defensoria Pública, que questionam a condução dos serviços de terapia intensiva e ingressaram com medidas judiciais relacionadas ao contrato firmado entre a Prefeitura de São Luís e o Instituto Brasileiro de Serviços Médicos (IBMED), responsável pela administração das UTIs.

Entre os pontos apresentados na cobertura nacional estão os achados de uma auditoria do Ministério da Saúde, que apontou possíveis falhas na estrutura de atendimento, como problemas relacionados à disponibilidade de equipamentos, composição das equipes e jornadas excessivas de profissionais de saúde.

O caso também está sob investigação da Polícia Civil, que abriu inquéritos para apurar as circunstâncias das mortes registradas na unidade, além de análises conduzidas por órgãos de controle sobre a aplicação de recursos públicos.

Prefeitura e IBMED apresentam versões

Em nota exibida durante a reportagem, a Prefeitura de São Luís negou que exista falta de profissionais no Hospital da Criança e afirmou que as UTIs seguem as normas estabelecidas pelos órgãos reguladores. A gestão municipal também informou que ainda não teria recebido oficialmente o relatório completo da auditoria do Ministério da Saúde.

A IBMED declarou que mantém o cumprimento das obrigações previstas no contrato e negou redução no quadro de profissionais. A empresa afirmou ainda que aguarda acesso formal aos documentos da auditoria para apresentar novos esclarecimentos.