O pré-candidato do PSD ao Governo do Maranhão, Eduardo Braide, afirmou, em entrevista ao jornal O Globo, que não pretende vincular sua campanha às disputas nacionais entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo o ex-prefeito de São Luís, o eleitor maranhense está mais preocupado com os problemas do estado do que com a polarização entre direita e esquerda.

Aliados do ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino, por exemplo, chegaram a tentar construir uma aliança para levá-lo ao campo governista. O pré-candidato, no entanto, não aceitou a composição por não concordar em pedir votos para Lula durante a campanha.

“O que as pessoas querem saber, hoje, não é quem está do lado de qual político, mas quem está do lado delas, do povo. O Maranhão tem o pior desempenho do país em renda das famílias, no desenvolvimento humano, em adultos com nível superior, em condições das estradas, tudo isso cobrando o maior ICMS do país. Há assuntos muito mais urgentes e muito mais importantes a serem discutidos aqui do que direita e esquerda”, declarou ao O Globo.

Na entrevista, Braide também destacou que pretende concentrar o discurso eleitoral em propostas e realizações nas áreas de infraestrutura, saúde e educação, evitando a nacionalização da disputa estadual.

Apesar da estratégia de manter distância tanto do campo lulista quanto do bolsonarista, a chapa do pré-candidato acabou ganhando o rótulo de bolsonarista após aliança com o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo), identificado com o campo conservador.