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A defesa pública feita pelo deputado federal ao ex-prefeito Calvet Filho provocou forte reação da comunidade quilombola de Miranda, em Rosário. Para moradores e lideranças locais, a fala do parlamentar na Câmara dos Deputados soou como uma tentativa de deslegitimar uma decisão judicial já consolidada.

Condenado a seis anos e um mês de prisão em regime semiaberto, além da perda dos direitos políticos e multa por danos morais, o ex-gestor foi sentenciado por injúria qualificada e racismo religioso contra o Mestre Zé Ribeiro, uma das principais lideranças culturais da região.

Mesmo assim, o deputado foi à tribuna contestar a decisão da Justiça maranhense e levantar suspeitas sobre suposta interferência no processo, o que provocou reação imediata na comunidade atingida pelo caso.

Para os moradores de Miranda, a manifestação não apenas confronta o Judiciário, mas também reabre uma ferida ainda aberta: as ofensas dirigidas a uma liderança religiosa de matriz afro-brasileira, que deram origem à condenação.

A repercussão foi imediata. A fala do parlamentar passou a ser interpretada como um gesto de afronta à comunidade e, principalmente, como uma tentativa de reescrever um episódio já reconhecido pela Justiça.