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O prefeito de Campestre do Maranhão, Fernando Bermuda (PSB), entrou no centro de uma polêmica após uma reportagem do portal Metrópoles revelar áudios, mensagens e relatos de servidores que apontam suposta pressão política dentro da administração municipal.

Segundo a publicação, o gestor teria condicionado a permanência de funcionários públicos ao apoio a candidatos alinhados ao seu grupo político nas eleições deste ano. Em mensagens compartilhadas em grupos de servidores, Fernando Bermuda teria afirmado que o resultado das urnas poderia definir quem continuaria ou não nos cargos.

Em um dos registros, o prefeito aparece defendendo apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) e afirmando que servidores que votassem em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderiam perder seus empregos após a eleição.

A suposta pressão também teria circulado por meio de uma música compartilhada em grupos do município, com mensagens associando o apoio político à manutenção do emprego público. Servidores ouvidos pela reportagem relataram clima de medo e receio de perseguição dentro da gestão.

A denúncia vai além da cobrança de apoio eleitoral. A reportagem também aponta mensagens atribuídas ao prefeito com ataques a críticos da administração e menções a violência em conversas nas redes sociais.

Questionado pelo Metrópoles, Fernando Bermuda não negou as declarações e afirmou que se tratava de uma posição política relacionada a possíveis ajustes na folha de pagamento. O prefeito chegou a dizer que, em caso de cortes, simpatizantes do PT seriam os primeiros atingidos. Depois, alegou que poderia estar sendo vítima de montagens e perfis falsos.

A prática de pressionar servidores públicos a votar ou apoiar determinado candidato pode caracterizar assédio eleitoral e abuso de poder político, situações previstas na legislação eleitoral e que podem resultar em multas, ações judiciais e até perda de mandato, caso comprovadas.