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Uma leitura dos dados que compõem a pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira (24) mostra diferenças significativas na distribuição das entrevistas entre os municípios maranhenses.

Caxias e Timon, dois dos cinco maiores colégios eleitorais do estado, tiveram apenas 18 eleitores ouvidos cada. O mesmo número de entrevistas foi realizado em Amapá do Maranhão, que possui 4.971 eleitores.

Juntas, Caxias e Timon concentram 238.101 eleitores. Ainda assim, receberam a mesma quantidade de entrevistas destinada a um município quase 48 vezes menor que os dois, somados.

São Luís, com 144 entrevistas, e Imperatriz, com 30, foram as únicas cidades que tiveram uma quantidade diferente. Nos demais municípios incluídos na amostra, foram 18 entrevistas.

O próprio relatório da Quaest afirma que a pesquisa precisa obedecer à representação proporcional do eleitorado para ter valor estatístico.

Outro aspecto apontado pelo levantamento do Blog do Marco D’Eça é o número de grandes colégios eleitorais que não participaram da pesquisa. Açailândia, oitavo maior do Maranhão, com 78.158 eleitores, ficou de fora.

Dos 30 maiores colégios eleitorais do estado, 19 não foram incluídos. Esse conjunto concentra cerca de metade do eleitorado maranhense.

Na Região Tocantina, apenas Imperatriz, Estreito e Davinópolis aparecem na amostra. Já municípios como Presidente Dutra, Dom Pedro, Colinas e São Domingos, região considerada importante na votação de Orleans Brandão, ficaram totalmente fora do levantamento.

A distribuição das entrevistas também produz outro contraste. Nove municípios da Baixada Maranhense somam aproximadamente 200 mil eleitores e receberam, juntos, 144 entrevistas. Imperatriz possui eleitorado de dimensão semelhante, mas teve apenas 30 entrevistados.

É justamente nessa distribuição que está um dos principais elementos para compreender por que os números da Quaest se afastaram de outros levantamentos divulgados no Maranhão.