O senador Weverton Rocha (PDT-MA) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a adoção de providências contra o vazamento de uma fotografia pessoal extraída de seu celular, que está apreendido e sob custódia da Polícia Federal desde dezembro de 2025. O parlamentar quer que sejam identificados os responsáveis pelo acesso e pela divulgação do arquivo à imprensa.

A petição foi encaminhada ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no STF, após a revista piauí publicar uma fotografia de Weverton em uma piscina no rancho do advogado Willer Tomaz, nas proximidades de Brasília.

A imagem, registrada em 2023, mostra o senador maranhense na companhia de nomes conhecidos da política nacional, entre eles Arthur Lira (PP-AL), Elmar Nascimento (União-BA), Alexandre Ramagem, Paulo Azi (União-BA) e Juscelino Filho (PSD-MA).

Weverton foi alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal no início deste mês no âmbito de investigações relacionadas a suspeitas de desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo a argumentação apresentada ao Supremo, a fotografia divulgada estava armazenada no aparelho celular apreendido pela PF. A defesa sustenta, portanto, que o arquivo se encontrava sob responsabilidade das autoridades policiais quando chegou à imprensa.

No pedido a André Mendonça, Weverton solicita a preservação integral dos registros e relatórios de acesso ao conteúdo digital apreendido e a identificação nominal dos servidores públicos que tiveram contato com os dados. Também requer uma apuração para esclarecer como ocorreu o vazamento.

A defesa cita nominalmente o delegado responsável pela condução da investigação e pela guarda das provas, mas ressalta que isso não representa uma acusação de que o próprio delegado tenha fornecido a fotografia à imprensa.

“A indicação nominal do delegado que preside o feito não é acusação de autoria direta – é consequência da sua posição de responsável pela guarda do acervo de onde o material saiu. Se a entrega à imprensa foi obra de subordinado, os registros de acesso o revelarão; se houve autorização ou tolerância, igualmente. Em qualquer cenário, a apuração deve partir de quem tinha o dever de impedir o resultado”, afirma trecho da manifestação.

Além das providências no próprio STF, a defesa pede que o episódio seja encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) para apuração de eventuais condutas ilícitas, incluindo possível violação de sigilo funcional.

Também foi solicitada a comunicação formal do caso à Corregedoria-Geral da Polícia Federal, com o objetivo de permitir a instauração dos procedimentos disciplinares considerados cabíveis para identificar eventual responsabilidade pelo vazamento.

A iniciativa no Supremo reforça uma cobrança que Weverton já havia apresentado à Mesa Diretora do Senado Federal. Na ocasião, o parlamentar solicitou que a Casa encaminhasse ao ministro André Mendonça pedidos semelhantes de apuração e adoção de providências.

Agora, caberá ao ministro analisar os requerimentos apresentados pela defesa e decidir quais medidas serão adotadas para esclarecer se a fotografia efetivamente saiu do material apreendido e, em caso positivo, quem teve acesso ao arquivo e como ele chegou à imprensa.