
Fernando Sarney divulgou uma nota de esclarecimento nesta quinta-feira (10) após ter o nome citado em um documento atribuído à empresária Karina Gama, dona da produtora responsável pelo filme Dark Horse, produção que está sendo investigada pela Polícia Federal.
Segundo reportagem da coluna Radar, da revista Veja, uma declaração atribuída a Karina Gama e apreendida pela Polícia Federal relata que ela teria sido procurada por Fernando Sarney em maio deste ano. No documento, a empresária afirma que o empresário teria oferecido apoio jurídico e alegado possuir “grande proximidade” com o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal.
Ainda de acordo com o relato divulgado pela revista, a suposta abordagem teria ocorrido no contexto de uma tentativa de convencê-la a realizar uma delação premiada relacionada às investigações envolvendo a produção de Dark Horse, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Fernando Sarney, entretanto, nega categoricamente as informações.
Em nota, o empresário afirma que não conhece Karina Gama e que jamais manteve contato com ela ou com qualquer outra pessoa sobre uma suposta delação envolvendo a produção audiovisual.
“Também é inverossímil – e completamente absurda – a informação de que eu teria me apresentado como ‘pessoa com grande proximidade do ministro Flávio Dino’”, declarou.
Na nota, Fernando Sarney também rejeita qualquer relação com a suposta tentativa de abordagem e reforça que nunca tratou com Karina Gama sobre o caso.
A Polícia Federal investiga a origem e a utilização de recursos destinados à produção de Dark Horse. O caso envolve suspeitas relacionadas ao uso de emendas parlamentares no financiamento do filme.
0 Comentários