Com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), vitorioso no último domingo (25) diante do senador Flávio Bolsonaro (PL), o vice-governador do Maranhão, Felipe
Camarão (PT), desponta como um dos nomes cotados para integrar o primeiro escalão da gestão federal em Brasília.
Candidato do PT ao governo maranhense nesta eleição,
Camarão encerrou a disputa em terceiro lugar, com 9,59% dos votos válidos, em pleito decidido no primeiro turno a favor de Eduardo Braide (PSD). Sem mandato para 2027 a partir do fim deste ano, o político é apontado como um dos principais ativos do estado com potencial para ser aproveitado no ecossistema de poder da capital federal.
O principal trunfo de Camarão para conquistar espaço no Distrito Federal é a sua forte relação de proximidade com o presidente reeleito. Em maio, Lula gravou um vídeo ao lado do vice-governador declarando apoio público à sua pré-candidatura ao governo do estado. Além disso, Camarão integrou o chamado "Time do Lula" no Maranhão - formado em 2022 ao lado de Carlos Brandão e Flávio Dino — e mantém histórica aliança politica com o atual ministro do STF, que ja havia chegado a citá-lo como o nome do grupo para a disputa estadual ainda em 2025.
Para além do cacife político, a bagagem técnica do maranhense é vista como um diferencial decisivo para a escalação em Brasília. Procurador federal de carreira aprovado em concurso público de 2007 (também na gestão Lula) e ex-procurador-chefe da Procuradoria Federal no Maranhão, o professor de Direito da UFMA acumula sólida experiência na gestão pública: presidiu o Procon estadual e chefiou a Secretaria de Educação por seis anos, liderando o programa Escola Digna. Tendo a educação como principal bandeira, Camarão traz no currículo o compromisso de tornar o Maranhão um território livre do analfabetismo, credencial que o fortalece para assumir desafios de projeção nacional.

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