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A Polícia Federal realizou uma operação, nesta sexta-feira (2), no escritório do candidato a deputado federal pelo Podemos, Guilherme Oliveira, em Codó. Durante a ação, os agentes apreenderam documentos e mais de R$ 20 mil em espécie.

Após deixar o escritório, a equipe da Polícia Federal seguiu diretamente para o Cartório da 7ª e 69ª Zonas Eleitorais de Codó. Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre a finalidade da diligência ou sobre a origem do dinheiro apreendido.

Guilherme Henrique Branco de Oliveira, de 37 anos, é advogado, natural de Codó, e disputa uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Podemos. Durante a atual campanha eleitoral, também declarou apoio à candidatura de Eduardo Braide ao Governo do Maranhão.

Histórico com a Polícia Federal

A ação desta sexta-feira ocorre quatro anos depois de Guilherme Oliveira ter sido preso pela própria Polícia Federal durante a Operação Êxodo, deflagrada em junho de 2022 para investigar um esquema de fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Na ocasião, segundo informações divulgadas sobre a operação, a PF cumpriu mandados em Codó e Marabá. O escritório Branco & Oliveira Advogados Associados, ligado ao advogado, foi um dos locais alvo de busca e apreensão. A investigação apontava suspeitas de utilização de documentos falsos e inserção de dados nos sistemas do INSS para a obtenção irregular de benefícios previdenciários.

De acordo com a investigação divulgada à época, o prejuízo inicialmente identificado com os benefícios considerados fraudulentos era estimado em aproximadamente R$ 2,4 milhões, enquanto a suspensão dos pagamentos poderia representar uma economia de cerca de R$ 18 milhões.

Guilherme chegou a ser preso preventivamente durante a operação. O episódio passou a fazer parte do histórico político do advogado, que posteriormente ingressou na disputa eleitoral. Em 2024, ele concorreu à Prefeitura de Codó pelo Podemos, tendo Domingas Viana como candidata a vice. O registro da candidatura acabou indeferido.

Agora, às vésperas do primeiro turno das eleições de 2026, a presença da Polícia Federal no escritório do candidato e, na sequência, no cartório eleitoral de Codó, coloca novamente o nome de Guilherme Oliveira no centro das atenções.