São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Esses foram os três estados em que Lula mais cresceu no segundo turno, segundo o sócio e CEO do instituto Real Time Big Data, Bruno Soller em entrevista concedida à CNN Brasil nesta segunda-feira (26).
Apesar de não vencer em todos os estados do Sudeste, o crescimento de Lula na região e a virada em Minas foram determinantes para reeleição do candidato, conforme a análise do especialista.
Somente em São Paulo foram mais de 2,1 milhões de votos para Lula em relação ao primeiro turno. No Rio de Janeiro, 800 mil, e em Minas Gerais mais de 1 milhão.
“Quando olhamos só as capitais, pegando São Paulo, Rio, Belo Horizonte, o crescimento do presidente Lula do primeiro para o segundo turno nessas cidades ultrapassa os 7%. Na média, é uma coisa impressionante. É impressionante a diminuição que Lula conseguiu fazer no Sudeste brasileiro. Isso foi fundamental para vitória dele”, afirmou Soller.
À CNN, Bruno Soller afirmou que dos 14 milhões novos votos que apareceram no 2º turno, 71% foram para o candidato eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“O fato é que tivemos 14 milhões de novos votos, desses 14, o presidente Lula pegou quase 10 milhões deles, ou seja, 71% das pessoas que foram votar, dos novos votos que apareceram nas urnas para esses dois candidatos, foram para o presidente Lula. Não era o esperado”, explicou Soller.
“Ninguém conseguiu captar (sentimento de virada), não tenho uma resposta pronta para te dar. Dos 24 modelos probabilísticos que fizemos, os 24 apontavam para uma vitória do Flávio Bolsonaro. Ou seja, foi algo muito fora da curva na vitória do presidente Lula. Nunca na história do mundo a gente viu um movimento tão grande nesse sentido”, acrescentou.
Perguntado ainda sobre os motivos que podem ter levado os novos votos a Lula, Soller destacou que a vitória do candidato passa por múltiplos fatores. No entanto, ele destacou:
“Não é possível que 10 milhões de votos venham para alguém sem que essa pessoa tenha, pelo menos, despertado no eleitorado uma vontade de votar nele. Vamos ter que analisar o quanto aquele pacote de benesses, que havia aprovação mas que parecia não virar voto, o quanto aquilo de fato virou voto mesmo. Pode ser efeito disso e a gente não conseguiu captar.”
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