
A Assembleia Legislativa do Maranhão determinou o arquivamento da CPI que investigava suspeitas de irregularidades envolvendo o vice-governador Felipe Camarão (PT). A comissão encerrou o prazo de funcionamento em 17 de setembro, sem apresentar relatório final ou conseguir autorização para prorrogar os trabalhos.
A decisão foi formalizada em despacho da presidente da Assembleia, deputada Iracema Vale (MDB), datado de 27 de outubro e assinado digitalmente em 4 de novembro.
A CPI havia sido criada em abril para apurar suspeitas de lavagem de dinheiro e possíveis irregularidades envolvendo a estrutura da Vice-Governadoria e a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), anteriormente comandada por Felipe Camarão.
A investigação teve como ponto de partida informações do Ministério Público do Maranhão (MPMA), incluindo relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que apontaram movimentações financeiras consideradas atípicas de aproximadamente R$ 39,5 milhões envolvendo Camarão e dois policiais militares.
O arquivamento ocorreu porque o prazo de 120 dias terminou sem que o plenário aprovasse a prorrogação da comissão. Uma certidão da Mesa Diretora, emitida em 23 de outubro, confirmou que também não houve apresentação de relatório final.
Com isso, os deputados encerraram os trabalhos sem apresentar conclusões sobre as suspeitas investigadas ou apontar eventuais responsabilidades.
O despacho de Iracema Vale também determina a preservação do sigilo das informações reunidas pela CPI.
O arquivamento da comissão não significa que as suspeitas tenham sido comprovadas ou descartadas, nem representa o encerramento de eventuais investigações conduzidas pelo Ministério Público ou pela Justiça.
Após a decisão, Felipe Camarão comemorou o encerramento da CPI nas redes sociais. O vice-governador afirmou que continua com o nome limpo e declarou que a verdade prevalece.
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