7 de jul de 2019

Milicianos torturavam vítimas com espada samurai e faziam selfies antes da execução

Os milicianos que atuavam na cidade de Itaboraí, no Rio de Janeiro, e que usavam até uma espada samurai para torturar e arrancar o coração das vítimas, também tinham o costume de tirar fotos das vítimas momento antes das execuções. Investigações apontam que ao menos 100 pessoas foram executadas pelos milicianos. 
De acordo com a Divisão de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI), a organização criminosa torturava, matava e desaparecia com os corpos de desafetos e inimigos.
Um mototaxista, por exemplo, teve o coração arrancado pelos milicianos após ter sido morto. O grupo paramilitar acreditava que o homem teria dado informações a traficantes sobre um dos integrantes do bando, Wanderson da Silva Oliveira, de 25 anos, o Júnior ou Juninho, que foi morto em março passado.
Durante a operação da última quinta-feira (4), que cumpriu mandados de prisão contra os milicianos, a polícia encontrou uma espada samurai na casa de um dos investigados. 
Nesta sexta-feira, policiais da Delegacia de Homicídios, em conjunto com promotores do Ministério Público (MP), encontraram 14 corpos e restos mortais em um cemitério clandestino também em Itaboraí. De acordo com o delegado Gabriel Paiva, os 14 corpos estavam em covas rasas. A DHNSGI e o MP acreditam que ao menos dois cemitérios clandestinos foram usados pelos milicianos para desovar os corpos.
Segundo um dos promotores do MP, os corpos e restos mortais seriam de desafetos de milicianos.
(Com informações do portal O Dia)

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