5 de jun. de 2022

Acusado de matar líder quilombola em São João do Soter é preso em Caxias

A Polícia Civil do Maranhão, por meio da Delegacia Regional de Caxias, com apoio operacional do Grupo de Pronto Emprego e das Delegacias de Homicídio e Entorpecentes do município, prendeu, nessa sexta-feira (03), no Bairro Trizidela, em Caxias, o principal acusado de matar o líder quilombola Edivaldo Pereira Rocha.

O crime ocorreu no dia 29 de abril passado, na zona rural de São João do Soter, a 423 km de São Luís.

A captura do suspeito, de iniciais K.D.S.S., de 22 anos, deu-se em cumprimento a mandado de prisão preventiva e de busca domiciliar expedidos pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Caxias.

Em poder do acusado, a polícia encontrou machadinhas, uma balestra besta (lançador de flechas), diversos celulares, uma pistola e munições de calibres diversos. 

A investigação policial continua no sentido de identificar eventual participação ou coautoria de outras pessoas no crime.

Há suspeitas de que o preso tenha sido contratado para matar a liderança quilombola, que vinha recebendo ameaças de morte.

Após formalizações legais, do cumprimento do mandado de prisão preventiva e da lavratura do auto de prisão em flagrante, o preso foi encaminhado para custódia na Unidade Prisional de Ressocialização local.

Diligências

As diligências de para desvendar o crime foram iniciadas logo após o delegado geral de polícia, Jair Paiva, ter tomado conhecimento do fato. Jair deslocou imediatamente para a área equipes das Regionais de Caxias e Timon, além da PM e Pericia Geral.

No dia seguinte, a cúpula do Sistema de Segurança se fez presente no local do crime e foi ao velório na comunidade Jacarezinho. Foram o Secretário de Segurança, Silvio Leite; o Delegado Geral Jair Paiva, Cel Ermerson, comandante da PM; Cel Celio Roberto, comandante dos Bombeiros, e a Perita Geral, Anne Kelly.

As investigações foram realizadas pela Delegacia Regional de Caxias, e Delegacias da Denaec e Dhpp de Caxias, com apoio da Inteligência da PC, sob a coordenação da Delegacia Geral. As investigações continuam na tentativa de identificar possíveis outros envolvidos, inclusive mandante(s) do assassinato.

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