18 de jan. de 2024

Militares do exército são presos no Maranhão e Ceará suspeitos de comércio ilegal de armas

Dois militares do Exército Brasileiro foram presos, nesta quinta-feira (18), em São Luís e em Fortaleza, no Ceará, suspeitos de integrarem uma associação criminosa que atua no comércio ilegal de arma de fogo no Maranhão e em outros estados da federação. Além dos militares, outras três pessoas foram presas por participação no esquema criminoso, bem como houve a apreensão de 17 armas de fogo, provas documentais, aparelhos celulares e 545 munições. As prisões a apreensões foram feitas durante a Operação Orlov, realizada pela Polícia Civil do Maranhão, nesta quinta-feira (18), por meio do Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO), vinculado à Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic).

Durante a operação, foram ainda cumpridos 27 mandados de busca e apreensão domiciliares em São Luís, Imperatriz, Barreirinhas, Lago da Pedra, Humberto de Campos, Ribeirão Preto (SP), Fortaleza (CE) e Parauapebas (PA).

As investigações ainda identificaram empresas fantasmas em nome de dois laranjas, as quais eram controladas por um militar do exército.

As investigações

As investigações do comércio clandestino de armas de fogo no Maranhão tiveram início a partir da prisão, em flagrante, de um dos participantes do esquema criminoso, ocorrida no dia 5 de abril de 2023, em São Luís. Na ocasião, o homem portava uma pistola Glock, que estava em nome de um laranja residente no estado de São Paulo.

“Essa investigação teve início em maio de 2023 a partir da apreensão de uma arma de fogo que foi pega com um traficante em São Luís. Após as consultas aos sistemas foi constatado que a arma estava registrada em nome de um indivíduo do Estado de São Paulo. Então em contato com esse indivíduo, descobrimos que ele estava sendo usado como laranja, pois possuía arma de fogo em São Luís e que seu registro de atirador esportivo em São Luís era falso”, informou o delegado Thiago Dantas, que preside a operação.

Durante as investigações, foi descoberto que o homem preso com a Glock integrava um esquema criminoso de comércio ilegal de arma de fogo, atuando como intermediador na aquisição das armas. Além disso, também se descobriu que havia uma empresa aberta em nome de um laranja e, durante as buscas à empresa, foi verificado que se tratava de uma fachada usada para disfarçar o esquema, já que nada foi encontrado no endereço apontado como sendo da empresa.

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