1 de mar de 2018

Roberto Costa avisa que vai para a reeleição, mas sem abandonar a luta pelo comando de Bacabal

Roberto Costa: corrida pela reeleição sem abandonar a luta por Bacabal“Vou para a reeleição, porque a Assembleia Legislativa é o meu foco político. Mas não abro mão de lutar para mudar as coisas em Bacabal, porque a Prefeitura de lá está sendo loteada por um grupo que só pensa em sugar as finanças do Município”. Os dois eixos, e mais São Luís, onde tem forte atuação, são a base que mantém a ação política do deputado Roberto Costa (PMDB), o mais ativo e independente quadro da corrente liderada pelo senador João Alberto (PMDB) dentro do Grupo Sarney. Depois de mais de um ano na guerra judicial que mantém aberto o processo eleitoral em Bacabal, como candidato a prefeito, Roberto Costa decidiu priorizar o seu mandato parlamentar, convicto de que a situação será revertida, com o afastamento definitivo do prefeito José Vieira (PR) e a posse do presidente da Câmara, vereador Edvan Brandão, seu aliado, “que será o prefeito por um bom tempo, até que a situação se resolva em definitivo”.
Nesse contexto, o deputado se programou para intensificar sua ação no parlamento, manter a ação independente da bancada pemedebista, dar suporte parlamentar ao presidente Othelino Neto (PCdoB), e acelerar a corrida pela renovação do mandato. Ao mesmo tempo, contribuir para que o partido defina suas prioridades e o quadro de alianças em torno da provável candidatura da ex-governadora Roseana Sarney ao Governo.
Aos 43 anos e reconhecido como um dos quadros mais destacados da geração forjada no movimento estudantil dos anos 80/90 e que está chegando ao poder, o deputado Roberto Costa tem como mentor político o senador João Alberto, cm quem discute e planeja seus passos e traça o futuro do PMDB. Na Assembleia Legislativa, atua com independência e com um pragmatismo inteligente, operando como um dos principais articuladores da Casa. Atuou forte na gestão do presidente Humberto Coutinho (PDT), com quem mantinha um sólido elo de amizade e identificação política, mesmo estando em campos opostos. Em meio à comoção pela morte de Humberto Coutinho, foi o autor do projeto de lei que, aprovado, garantiu que o então 1º vice-presidente Othelino Neto ascendesse automaticamente à presidência, sem necessidade de nova eleição, que poderia quebrar o equilíbrio no parlamento. Como operador político, construiu um amplo leque de relações dentro e fora da Casa e mantém com o Governo uma convivência pragmática e produtiva, às vezes ajudando na solução de pendências complicadas, às vezes se posicionando contra medidas propostas pelo Palácio dos Leões, mas usar o radicalismo como método de ação. Mesmo distante e sem contato direto, alinhavou uma convivência respeitosa com o governador Flávio Dino (PCdoB).
– É uma relação de respeito mútuo entre adversários – explica, lembrando que essa convivência vem de um “pacto” de geração forjada no movimento estudantil, de onde saíram políticos ele é vários nomes que estão assumindo o poder no Maranhão.
O deputado Roberto Costa defende que agora o PMDB deve começar a definir suas ações para as eleições, a começar pelas candidaturas para o Governo do Estado e para o Senado, cuidando também das chapas para a Câmara Federal e Assembleia Legislativa. “O partido é forte, tem muitos quadros bons. Podemos fazer um arco de aliança forte e entrar para disputar a eleição para valer em todos os níveis”, avalia, enfatizando que a ex-governadora Roseana Sarney pode liderar o partido e o grupo para uma campanha de bons resultados. Avalia que o governador Flávio Dino é forte, se o deputado Eduardo Braide (PMN) se lançar candidato, a disputa irá para um segundo turno. “O resultado será imprevisível”, avalia.
Roberto Costa assinala também que a arrancada do PMDB para as eleições depende de uma definição de como irá para o pleito  presidencial. “Quem será o candidato do partido? O presidente Michel Temer? O presidente (da Câmara Federal) Rodrigo Maia (DEM)? Revela que tem discutido esse cenário com o senador João Alberto, que acredita que esse cenário será definido até abril. “Quanto antes melhor”, diz.

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