5 de jun de 2017

AVC: um mal comum e mortal que pode ser evitado

Fraqueza muscular em um lado do corpo, alteração na fala, visão turva e sensação de formigamento na face. Se você estiver perto de alguém com esses sintomas, não espere: procure atendimento médico. Os sinais são de doenças cerebrovasculares, das quais, a mais frequente, é o Acidente Vascular Cerebral (AVC).
A cada seis segundos, independentemente da idade ou sexo, uma pessoa morre com a enfermidade no mundo, de acordo com a RedeBrasil AVC. No País, conforme os dados mais atuais do Ministério da Saúde (MS), esse número é de aproximadamente 100 mil mortes por ano - sendo a primeira causa de óbito e incapacidade -, com enorme impacto econômico e social, devido às sequelas. 

Popularmente conhecido como derrame, o Acidente Vascular Cerebral afeta 2,2milhões de pessoas e deixa 568 mil com incapacidades graves, no Brasil, hoje. O médico neurologista Daniel Tomedi explica que há dois tipos de AVC: o isquêmico, que corresponde a 80% dos casos, e o hemorrágico. 

TRATAMENTO

Para amenizar o problema, o neurologista Daniel Tomedi observa que é necessário tratamento com auxílio de diversos profissionais. “O paciente vai respondendo de acordo com a fisioterapia, as sessões de fonoaudiologia e, claro, do cuidado preventivo”, reforça. 

“Ao chegar com AVC, o protocolo é dar aspirina”, lembra, sobre os primeiros socorros. O medicamento é usado para diminuir a probabilidade de formação de coágulos que podem obstruir o fluxo de sangue.

Todavia, o tratamento mais indicado seria o trombolítico, que dissolve o coágulo do sangue, aplicado até 4 horas após o início dos sintomas. “É complexo, pois precisa de uma equipe, como monitoramento”, explica o neurologista.

DOENÇA ESTÁ RELACIONADA A VÁRIOS PROBLEMAS

O mal está ligado a várias doenças, mas também, ao estilo de vida das pessoas. “A hipertensão, diabetes, mau colesterol elevado, obesidade, fumo e sedentarismo, são algumas das causas que levam ao AVC”, destaca Daniel Tomedi. O médico observa que a morte, muitas vezes, não é ocasionada pelo próprio AVC e sim, por suas consequências ou doenças associadas. “Hospitalizado por muito tempo, os pacientes podem ter até uma pneumonia no leito”, destaca. 

Daniel Tomedi, neurologista, recomenda que o paciente com sintomas de AVC seja socorrido imediatamente. (Foto: divulgação)
ATENDIMENTO IMEDIATO

No entanto, o pronto atendimento, pode evitar as sequelas, que em mais de 50% dos casos, deixam os indivíduos sem capacidade de retornar à vida normal. “Muitas vezes, o AVC impossibilita o retorno ao trabalho, levando à aposentadoria precoce”, diz o especialista.

PARÁ: 350 CASOS DE AVC SÃO REGISTRADOS TODO MÊS 

No Pará, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) divulga que, em média, 350 pessoas por mês são internadas em locais mantidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) com quadro de AVC. Em Belém, essa média mensal chega a 80 pessoas. Dados mais atuais, de 2014, indicam que 2.061 pessoas morreram em decorrência de sequelas provocadas pelo mal, no Estado, segundo o Ministério da Saúde. 

A orientação é que as pessoas procurem as Unidades Básicas de Saúde para verificar a pressão arterial, periodicamente. A população pode ir até as Unidades que oferecem o programa Hiperdia.


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